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|| DreamAchieve || Sports & Performance

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Empresarial || Formação

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Hoje, no X Congresso da Associação Iberoamericana de Psicologia Jurídica, na Universidade Lusófona, tive a oportunidade de partilhar um pensamento que tinha guardado há algum tempo. A falsa oportunidade da reinserção social.

 

Quem já mentiu? Todos! Quem se auto-intitula de mentiroso? Ninguém!

 

E quem roubou uma vez? É intitulado de ladrão imediatamente.

 

Os rótulos são cargas pesadas. O tal erro de confundir comportamento com identidade. Comportamento elimina-se, identidade não.

 

No tempo que trabalhei com adolescentes inseridos em regime judicial em Espanha, vi miúdos rotulados de "não conseguem ser grande coisa, mas vamos lá tentar praticar reinserção social."

 

Conheci rapazes e raparigas extraordinários, com quem mantinha conversas super interessantes durante literalmente horas, cheios de espírito crítico, com uma visão diferente do mundo.

 

Ficava impotente ao ver que, ao cometerem um erro (delito), era como toda a vida tivesse sofrido um desvio, e não houvesse possibilidade de desenvolver nenhum talento além de um curso profissional rápido, de fácil inserção no mercado de trabalho, ou um emprego qualquer, que desse para pelo menos ocupar o seu tempo.

 

Chama-se a isto reeducação e reinserção social? Chama-se a isto novas oportunidades? De quê? De falhar?

 

Quem é condicionado a estudar ou trabalhar em algo que não gosta, acaba por se desmotivar. A motivação nasce na escolha. A escolha está ligado ao nosso real talento, e não ao dinheiro que vou ganhar. Nada compra a realização pessoal.

 

Quem sabe não seja este um dos motivos do comportamento desviado, reaparecer tantas vezes, mais tarde, em algum momento da vida destes jovens. Acabando por se frustrar, pensam que realmente não vale a pena continuar a sacrificar. Então voltam aos antigos comportamentos de risco.

 

A escolha é a chave para o sucesso, pois daí nasce a força da real motivação.

 

Se és pai, mãe, professor, educador, psicólogo, mentor, coach.. Acredita, se queres mudar a vida de alguém, ensina-a a ser autónoma nas suas decisões, e a acreditar no seu talento.

 

É o jovem que tem que acreditar no sonho dele, não tu.

01 Jun, 2016

MAKE IT HAPPEN!

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Quando fui jogar para os Estados Unidos, apesar do pouco tempo que lá estive, há um momento que não me sai da memória...

 

Eram 6:00 da manhã e já estávamos no pavilhão com o Bob, treinador físico. Um homem de 1,60 m, todo musculado, careca. Os outros 5 treinadores e adjuntos estavam sentados em cadeiras a assistir atentamente ao treino.

 

Era simples, concluir o treino em um determinado tempo, ou pagar com "a vida". O castigo era fazer 17 linhas laterais em 70 segundos, por cada vez que não cumpríssemos um exercício. Era tudo pago no fim do treino. Eu achava impossível.. Pensei mesmo que ia ser a pessoa que ia ficar para trás. Nunca tinha feito aquilo... Detalhe, se não o fizéssemos abaixo de 70 segundos, repetíamos.

 

Chegou o fim do treino e tínhamos 4 castigos para fazer, bastava uma não cumprir que todas repetiamos.. Trabalhar em equipa é assim, e não há ressentimentos. Tinha uma esperança de que depois de cumprir o primeiro, iam perdoar os outros 3.

 

Quando acabámos o primeiro, eu não conseguia nem respirar, estava tonta, os meus pulmões ardiam, e só via pontinhos as cores... E surpresa, uma de nós não tinha terminado a tempo e tínhamos ainda mais 4 para fazer. A cada um que completávamos, eu pensava "não consigo mais". Já estava quase a chorar...

 

A minha colega conseguia terminar uns a tempo outros não. Quando faltavam 2, o Bob parou o treino e disse algo que me mudou: "Se não fizerem vamos ficar aqui até à noite. Eu não vos daria um desafio que não conseguissem cumprir. Make it happen!!"

 

Até hoje, a imagem de duas outras colegas, a carregar durante o último percurso, a outra que não estava a conseguir terminar a tempo, nunca mais me saiu da cabeça.

 

Até hoje, a frase "Make it happen!", nunca mais me saiu da cabeça. Nunca mais saiu de mim...

 

O treino terminou 7:30... Conseguimos! As 10:30 estávamos a treinar de novo.

 

Algo parece-te impossível? MAKE IT HAPPEN!

Existe muito o hábito de rotular alguém de algo, para explicar certas atitudes recorrentes. Por exemplo:

 

- Sou muito distraído/distraída

- Sou muito trapalhão/ trapalhona

- Sou tímido/tímida

- Sou sem graça

 

Na maioria dos casos estas afirmações são mentiras. Ninguém é sempre distraído, nem sempre trapalhão. O que acontece é que fomos programados a pensar como tal.

 

Por exemplo, em um dado momento do período da infância, por alguma razão, é dito "És mesmo distraído"! e sempre que numa situação, essa criança age com distração, é repetido: "Estas a ver? És mesmo distraído!"

 

Esta linguagem é um hábito geral, o que nem sempre se presta atenção é ao impacto que isso tem na construção da identidade de uma pessoa. Dizer "tu és distraído", é muito diferente de dizer: "estás distraído".

 

Na Neurolinguistica é simplesmente a diferença entre o que sou, e o que faço. Entre a minha identidade e o meu comportamento. Mudar um comportamento é feito de maneira mais fácil que mudar a identidade. Pedir a alguém que mude a sua identidade, causa sentimentos de rejeição para com o que a pessoa é. Então a pessoa acaba por assumir o que ouve a vida toda.

 

Conselho? Se te defines por algo que te é desconfortável, PÁRA!

 

Tu és aquilo que acreditas ser, com uma fusão daquilo que trabalhar para ser.

 

Podes ser quem tu quiseres! Ainda te achas distraído(a)? Tímido(a)?

 

Eu fico confusa. Pessoas que alcançaram grandes coisas, foi porque tomaram grandes atitudes certamente.. Então porquê criticar? Porque não aplaudir? Porque não seguir o exemplo? Porque não ouvir a história de vida dessa pessoa, famosa ou não, e inspirar-me com ela?

 

Tenho observado que a necessidade das pessoas se sentiram melhor consigo mesmas, vem colada a uma preguiça de fazerem algo para que tal venha a acontecer. Então, dentro da cabeça delas, constroem uma ideia falsa de que os outros não são tão bons assim.

 

É simples o raciocínio.. Se não quero fazer nada para eu ser melhor, vou-me convencer a mim e ao mundo, de que, os que alcançaram o que eu poderia também ter alcançado, não são grande coisa. Então convenço-me de que não vale a pena lutar.

 

Assim pelo menos, quando à noite me deitar, vou ter uma (falsa) consciência tranquila, de que estou a fazer tudo o que posso, não estando na verdade a não fazer nada. Cúmulo da mesmice. Um raciocínio que mata sonhos.

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