Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

TRABALHO INDIVIDUAL CHEGA?

Campeonato Claudia 030.jpg

 

Quando as coisas começam a correr bem, as possibilidades de coisas ainda maiores começam a surgir na nossa mente. Começamos a imaginar até onde podemos chegar. 

 

Usar o meu nome às costas sempre foi um motivo de orgulho para mim, chegava a meio de um europeu e algumas pessoas das bancadas já me chamavam pelo nome, cumprimentavam e vinham dar-me os parabéns pelo bom jogo.

 

A partir dos 16 anos comecei a tornar-me numa jogadora mais focada, os treinos que o clube me oferecia já não eram suficientes, e sempre procurava fazer mais.

 

Quando não tinha treinos matinais, saia várias vezes de manhã antes das aulas para correr, ainda que fossem alguns minutos. Ia antes do treino começar e fazia ginásio, saltava à corda.. Quando o treino começava eu já estava suada.

 

Quando tinha treinos de manhã, se houvesse folga eu ia na mesma, eu queria competir não só com as minhas adversárias, mas também com as minhas colegas, e até comigo mesma. Esse trabalho deu frutos, mas eu mal sabia que isso era só o começo de um caminho.

 

Houve um europeu, de sub-20 na Polónia, que me correu, a nível individual, particularmente bem, mas em termos coletivos não conseguimos ganhar quase nenhum jogo.

 

Eu continuava a alimentar-me dos pontos que marcava, e do facto de ser a capitã, mas aquilo não estava a ser suficiente. Nesse campeonato recebi 3 convites para ir para os Estados Unidos, mas ainda assim, cheguei ao fim pouco satisfeita.

 

Acabei o europeu como melhor marcadora da prova, mas no dia da cerimónia de entrega de prémios, eu estava na bancada, e outras três equipas estavam a subir ao pódio. Eu e a minha equipa, ficámos a aplaudir as nossas adversárias, e por pouco não ficámos em último lugar. 

 

Se fosse hoje e se eu pudesse, trocaria aquele título de melhor marcadora por um lugar no pódio, não há nada melhor que partilhar vitórias.

 

Devemos trabalhar intensamente sempre, para melhorar individualmente, porque quanto mais melhoramos mais ajudamos a nossa equipa, e não há como sermos um exemplo se não nos destacarmos nas nossas ações. Mas se não tivermos a capacidade de trasmitir essa atitude a quem nos rodeia, nunca seremos realizados, nem no desporto nem em nada.

 

Aprendi que mais do que ser boa jogadora, eu tinha de ter a habilidade de contagiar a minha equipa. Mais do que fazer-me melhor todos os dias, era levar outros a terem vontade de o serem também. Qualquer um que trabalhe, trabalhe, trabalhe, com o mínimo de orientação, alcança resultados. Mas não é qualquer pessoa que marca a vida de outra.

 

Não são os melhores jogadores que vencem, são as melhores equipas. Eu trabalhei imenso para ser a melhor jogadora, mas não trabalhei juntamente com as minhas colegas o suficiente para termos a melhor equipa.

 

Isto serve para desporto, para empresas, para famílias e para escolas.... Não somos nada de especial, até sermos especiais para alguém. 

 

O verdadeiro sucesso é espalhar a motivação que nos fez chegar onde chegámos, ou onde sonhamos chegar com alguém. 

 

Devemos todos trabalhar para sermos melhores, com o objetivo de fazer outros melhores. Se eu me preocupar mais em dar do que receber, acabarei por receber mais do que espero.