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|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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PARA SER GRANDE, SÊ INTEIRO!

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Antes da época em que assinei o meu primeiro contrato como atleta, tive um ano de muita luta. Estava a jogar na Liga, mas muito pouco. Obviamente que jogava nas Seniores B, e na juniores também, e aí jogava imenso tempo, mas o meu objetivo era na Liga.

 

Eu podia queixar-me, desmotivar-me, baixar as expectativas, mas eu sempre tive consciente o seguinte: Ninguém é promovido se não estiver a fazer a diferença no papel que tem agora!

 

Então eu dava o meu melhor. O meu tudo na verdade. Nesse ano, eu fazia ginásio todos os dias... Só eu e mais uma colega é que tínhamos essa disciplina. Eu ia mais cedo treinar manejo de bola... Às vezes com 3 bolas, à frente duma parede, ia passando consecutivamente uma atras da outra contra a parede, cada vez mais rápido! (Fui gozada por colegas minhas, mas não me importava). Também ficava a treinar técnica de lançamento nas tabelas laterais quando não estavam ocupadas...

 

Jogasse ou não, fazia a minha parte. Não me preocupava com o que pensavam, diziam, nem com o que outros poderiam fazer ou deixar de fazer por mim. Eu fazia o que estava no meu controlo.

 

No último jogo da época da Liga, eu nem convocada fui. Havia um jogo importante das Juniores nesse dia, então destacaram-me para jogar aí. Assisti a esse último jogo da época (a minha última esperança de fazer algo de jeito) da bancada. No fim do jogo ainda alguém me disse: "Então? Foste despromovida?".

 

Foram momentos difíceis. Parecia que tinha sido tudo em vão. Mas esse pensamento, de que tudo é em vão, é um pensamento falso. Nada é em vão. Tudo o que fazemos são sementes que plantamos. Os frutos que colhemos dependem da qualidade dessas sementes, e eu sabia que as minhas tinham sido com todo o meu esforço e entrega.

 

Aí está o segredo! Na qualidade das sementes. Tenho alguns clientes de coaching, neste caso atletas, que querem jogar mais tempo, ou jogar em equipas melhores, ou ir à seleção, mas aquilo que lhes foi confiado no momento, está a ser negligenciado.

 

Que patrão promove um empregado que não de destaca? Ou que não se esforça para dar o seu melhor? Ou que está sempre a reclamar do que tem? Se está assim agora, imaginem quando tiver mais responsabilidades.

 

E se naquela época eu tivesse reclamado, desistido, desanimado ou amuado? Se eu tivesse começado a dizer a todas as pessoas que achava que merecia mais e melhor? Se eu tivesse começado a comparar-me às minhas colegas que jogavam mais que eu?

 

Tenho a certeza que tudo teria sido diferente. Que eu nunca iria estar tão focada no meu trabalho, na minha evolução e desenvolvimento... Porque o meu foco estaria noutras coisas!

 

Se queres mais e melhor do que aquilo que tens hoje, dá mais e melhor no que tens agora! Ninguém é chamado para causas maiores, se não tiver nada que chame a atenção!

 

"Para ser grande, sê inteiro

Nada teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive"

 

Ricardo Reis

ENTREVISTA: ANA RAMOS

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A DreamAchieve teve a oportunidade de poder "conversar" com a atleta internacional Ana Ramos, que com 18 anos já foi considerada MVP europeia, e de momento joga nos Estados Unidos.

 

DA: Ana, conta-nos como foi o teu percurso como atleta.


AR: Sendo atleta não começou no basket. Primeiro comecei com o karaté, depois fiz hip-hop, depois decidi ir para a natação, a seguir fiz polo-aquático, e finalmente entrei no mundo do basket.

 

Comecei com 9 anos, e naquela altura jogava por mini12. Na época a seguir continuava a ser mini, mas jogava por iniciadas. Desde aí joguei sempre pelo escalão acima. SEMPRE joguei no Clube Desportivo da Póvoa, e afirmo, sem dúvida que é um dos melhores clubes de formação do país! Ganhei o meu primeiro prémio individual na fase final distrital sub-14, onde recebi 5 ideal e MVP. Depois disso quase todas as fases finais que presenciei recebi prémios individuais.

 

 

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A minha maior conquista como atleta foi representar as cores do meu país, acho que é o sonho de qualquer atleta! Para mim foi ainda melhor quando, para além de estar a representar o meu país, apuramo-nos para o Campeonato do Mundo. Sagramo-nos vice-campeãs da Europa e ainda fui MVP. Tudo pela primeira vez na historia do basquetebol português. Sem dúvida o melhor momento da minha vida!

 

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DA: Quando se ouve falar na Ana Ramos, sempre nos vem à memória uma jogadora por quem ninguém dava nada por ela, e que um dia aparece como MVP de um Campeonato Europeu. Antes de haver reconhecimento, como era a tua mentalidade de treino?

 

AR: Para quem não sabe, no Verão anterior ao Campeonato da Europa, eu tinha sido chamada para o primeiro estágio da seleção nacional, na Páscoa. A seguir a este estagio eu nem para as sub-15 fiquei selecionada. Claro que foi um momento complicado para mim, eu queria mesmo poder vestir a camisola vermelha e verde! Mas sendo eu de primeiro ano, meti na cabeça que no próximo ano eu ia conseguir entrar no grupo. E foi assim que aconteceu!

 

Quem me conhece sabe que trabalho para conseguir as coisas, seja no basket ou mesmo na vida… Portanto só tinha que trabalhar todos os dias para ser melhor, porque existe uma grande diferença entre ir ao treino e treinar. Se tenho aquele tempo dedicado ao basket , só tenho que dar o meu máximo para evoluir.Não foi fácil deixar a minha casa com 15 anos e ir para Lisboa jogar no CAR Jamor, mas era realmente aquilo que eu queria.

 

No Verão seguinte tive o privilegio de representar Portugal em 2 campeonatos da europa, sub-18 e sub-16.

 

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DA: O que representou para ti competir num Campeonato Mundial?

AR: Podemos falar de sentimentos , mas eu não consigo realmente descrever aquilo que representou para mim o Campeonato DO MUNDO!
ORGULHO talvez seja a melhor palavra, porque sendo Portugal um país “tão pequeno” estivemos lá! E apesar da qualificação não ser a esperada, quem viu os jogos viu que não fomos coitadinhas nenhumas! Demos luta em todos os jogos, e se a Beatriz Jordão estivesse a 100%, quem sabe o que poderíamos ter feito, mas adiante…

 

Sendo a primeira Seleção feminina a atingir aquele patamar é muito, mas muito gratificante! Simplesmente fantástico poder jogar com grandes Seleções como República Checa, Japão, Espanha, Brasil, entre outras..

 

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DA: Que aprendizagens estás a ter, ao ter a oportunidade de treinar e competir numa Universidade nos Estados Unidos?

AR: Aprendizagens são muitas, a começar na língua, seguindo a cultura… Simplesmente outro mundo! O facto de ter vindo para a universidade tem me trazido a oportunidade de jogar contra atletas 4 anos ou mais velhas do que eu, o que eu considero muito bom para a minha evolução desportiva.

É também uma grande evolução pessoal quando falamos de sair de casa para o outro lado do mundo com apenas 17 anos. Não considero um facto normal, nem fácil… mas eu não gosto de coisas fáceis, senão a vida não tinha piada! (Risos)

 

O facto de ser eu a ter que cuidar de mim, saber o que devo ou não fazer e quando fazer, é uma das coisas que só nos apercebemos quando realmente estamos por nós próprios, e que sem dúvida faz-nos crescer como pessoa

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DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas relacionados ao comportamento, motivação, mentalidade, superação, espírito de equipa, comunicação, e muitos mais… Na tua opinião, qual a importância destes temas na tua prática desportiva?

AR: Todos os termos acima referidos são muito importantes na prática desportiva e ainda para mais sendo o basquetebol um desporto coletivo!

 

- Motivação é algo que não pode faltar. Se eu algum dia acordar e não pensar em basket, algo de errado se passa comigo!

- Mentalidade define aquilo que és e naquilo que te queres tornar. Tive alguns amigos com muita potencialidade e talento que hoje se deixaram ir por aí, porque não foram fortes mentalmente. E a mentalidade não é só dentro de campo. Se me perguntarem quantas vezes eu fumei, nenhuma. Quantas vezes saí à noite, contas pelos dedos de uma mão. E são estas “pequenas grandes coisas” que fazem a diferença! Dizer NÃO num grupo que está tudo a fazer o mesmo, não é fácil, precisas de ser MUITO FORTE mentalmente.

- Superação, algo bastante importante no processo de evolução. Tentar coisas novas, treinar com fadiga, são coisas que te vão tornar melhor jogador. Costumo dizer o que distingue um bom atleta de um bom jogador, é que um bom jogador toma as melhores decisões mesmo com fadiga!

- Espírito de equipa, como disse acima, basquetebol é um desporto coletivo, por isso só temos que comunicar com os nossos colegas de equipa. E às vezes vão ser os nossos melhores amigos a jogar na mesma equipa, outras vezes nem por isso, mas dentro do campo todos têm que trabalhar para um bem comum!

 

Outra palavra que não foi referida mas eu considero muito importante é a Humildade. Não importa aquilo que atingimos no passado, existe sempre algo melhor para atingir no futuro, portanto temos que trabalhar e ser humildes para o atingir!


DA: Se pudesses dar um conselho a todos os atletas que te admiram, o que seria?


AR: Nunca desistam daquilo que sonham. Mesmo quando tudo parece estar contra ti, trabalha para o atingir!

 

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Em apenas uma frase diz-nos:

Momento mais alto da tua carreira: MVP no Campeonato da Europa.

Pessoas mais importantes no teu percurso: Treinador Hugo Ferreira, e os meus pais.

Lugar preferido no mundo: Não importa o lugar, se estiver com quem gosto.

O que queres fazer depois de terminares a tua carreira desportiva: Gostava de ficar relacionada com o desporto… Como? Ainda por descobrir.

Frase que te caracterize: O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

 

 

 

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STEP UP!

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Campeonato da Europa de sub-20. Jogo conta a Suécia. Pensávamos que ia ser um jogo quase impossível de ganhar, mas quando faltava 1:18 para o fim, estávamos a ganhar por 1 ponto.

 

Vamos para o ataque e sabíamos que tínhamos que marcar. Aquilo podia determinar se íamos ficar mais perto da vitória, ou se íamos dar oportunidade às suecas de ficar a ganhar no ataque seguinte.

 

A Larisse pede a jogada, bola no extremo... Bloqueios, bloqueio duplos, cruzamentos, passe, passe, passe... Recebo a bola do lado esquerdo do campo a 45 graus. Não vejo ninguém a abrir linha de passe. Estou um passo atrás da linha de triplo e olho para o cesto. Finto, a defesa não reage. Não pestanejei! Lancei.. 3 pontos na cara dela! Festejei! Não me contive!Estamos a ganhar por 4 pontos a 1:04 do fim.

 

Ataque das suecas e consigo roubar a bola. Vamos para o ataque e marcamos de novo! Festejamos! O meu coração estava a bater rápido e estava com borboletas no estômago. Aquela vitória ia mesmo acontecer.

 

Elas metem 2 pontos e aproximam-se! Vamos para o ataque e a Palongo marca mais dois pontos. As suecas voltam e marcam. A Aicha faz-me uma assistência e volto a marcar 2 pontos. Elas perdem a bola. Festejamos mais uma vez!

 

Está ganho! Elas voltam a marcar mas já não importa! Abraços, gritos, vitória histórica por 4 pontos.

 

Fico a pensar naquele momento em que lancei de 3 pontos. Tão longe. Com a defesa em cima. A ganhar apenas por 1. Um risco. Muito mais seguro seria procurar um lançamento mais perto.

 

E se falhasse? Teriam elas marcado depois? Teriam elas começado a festejar e nós a esmorecer? E se tivesse deixado mal a minha equipa? E se tivesse arriscado e passado vergonha?

 

Essas são as perguntas que normalmente fazemos não é? E se não conseguir? E se falhar? E se não correr bem?

 

Transformar os medos em motivação depende apenas de um pequeno ajuste! A minha sugestão, é que continues a perguntar "E se?", mas muda a direção da pergunta.

 

E se correr bem? E se eu conseguir? E se eu marcar? E se eu mudar o rumo disto tudo?

 

Imaginaste? É imaginando que vai acontecer, que fazemos alguma coisa acontecer!

 

Falo muito sobre isto com os meus clientes de coaching. Em todos os casos a pessoa consegue criar uma lista de soluções novas, e de ações viáveis que pode começar no momento. Apenas imaginando o que pode acontecer de espetacular, é que tomamos decisões audazes que nos destacam!

 

Às vezes é só isso que falta! Temos que "Raise to the ocasion!" Sabes? Step Up! Dá um frio espetacular na barriga estes riscos na nossa vida!

 

E sinceramente... Não correres esse risco, isso sim é que se tornará um risco!

 

Então vá!... Step Up! Lança!

SE TENS ISTO, HÁ SOLUÇÃO!

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No outro dia ia no autocarro a cantar. Não estava a cantar muito alto, mas ia a fazer as caras que os cantores fazem quando se estão a esforçar para chegar àquelas notas.

 

Quando me dei conta fiquei um pouco envergonhada, comecei a rir-me sozinha, e... continuei a fazer o que me fazia feliz!

 

Há um ano atrás nunca faria isso. Estava sempre muito consciente do quem estava à minha volta, sempre preocupada com a imagem que passava aos outros, e com o que pensavam de mim. Ainda que fossem estranhos num autocarros.

 

Acho que estava tão mais preocupada com o que acontecia fora de mim, que o que acontecia dentro de mim era-me completamente alheio.

 

Estava bem mais preocupada com reconhecimento, pensando que isso me ia fazer feliz. Mas descobri que o que me faz feliz é (txa-txa-txa-txamm) fazer o que me faz feliz. É olhar para dentro e seguir o que eu tenho para me dizer a mim mesma.

 

Muitas pessoas olham para fora. Ou seja, sofrem de um problema gravíssimo! A explicação científica psicologia para este fenómeno define-se por "Virados do Avesso"!

 

Estão viradas para fora, para as circunstâncias, para os outros! Para tudo menos elas mesmas! Até um dia perceberem que não há nada mais importante do que elas mesmas!

 

Não há ninguém na tua vida mais importante que tu! Ainda assim pode ser que sejas a pessoa que menos recebe a tua própria atenção e foco. O teu próprio carinho e apreciação! Contraditório né? Também é contraditório andar com a "roupa" do avesso e com etiquetas de fora.

 

Obrigatoriamente quando tenho uma roupa do avesso, tenho primeiro que tirá-la, virá-la e metê-la outra vez.

 

Começar a olhar para ti pode envolver um processo. Mas acredita em mim, que tenho experiência no assunto... É um processo espetacular.

 

Vira-te para dentro!

SUPERAÇÃO APRENDE-SE

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Ninguém nasce cheio de talentos e valores construídos, são as pessoas que nos educam que nos transmitem tudo isso.

 

Além dos nossos pais, todos aqueles que conseguem fazer uma diferença na nossa vida, como professores ou treinadores, também contribuem para a nossa educação.

 

O Manaia foi o treinador que mais tempo me treinou. Foram 5 anos, além de todos os estágios e europeus em que ele esteve no staff da seleção nacional. Então existiram vários momentos em que ele me educou.

 

Um dia, depois do nosso treino, ele mandou-nos correr fora do pavilhão, na rua. Enquanto isso ele começou o treino com as juniores lá dentro e disse que quando fosse para pararmos, ele vinha avisar.

 

10 minutos... 20 minutos... 30 minutos... A capitã de equipa pediu para ir chamar o Manaia, ele só se podia ter-se esquecido de nós..

 

Eu já não podia mais. Media as minhas dores e fazia contas de cabeça de quanto tempo mais ia aguentar estar a correr depois de já ter treinado.

 

O Manaia veio a sorrir... Disse que se tinha esquecido de nós, e mandou-nos parar. Entretanto reuniu-nos numa roda, e perguntou-me: "Quanto tempo mais achas que aguentavas a correr?"

 

Eu, depois de ter feito as tais contas de cabeça, respondi: "Mais uns 10 minutos..."

 

O Manaia virou-se para a capitã e perguntou a mesma coisa. Só que ela respondeu: "O tempo que fosse preciso."

 

Eu fiquei envergonhada com a minha resposta. Mas lá está, a superação não estava em mim. Eu precisava aprender.

 

Às vezes vejo treinadores, professores, pais que reclamam que os seus atletas, alunos ou filhos já não respeitam certos valores como antigamente. Mas será que às vezes não será que a educação que já não é a mesma?

 

Se naquele dia o meu treinador tivesse desistido de mim, porque eu não sabia o que era superação, nem sabia ultrapassar os meus limites, eu provavelmente não chegaria onde cheguei.

 

Aliás, quando eu comecei a treinar com o Manaia, ele tinha acabado de vir da tropa. Imaginem a mentalidade dele, e os treinos que ele fazia. E eu era balofa, preguiçosa, e desistia muito facilmente.

 

Se houve um lugar que me ensinou a superar qualquer situação, inclusive lesões, foi aquela equipa, com aquele treinador. Pois constantemente fui educada para isso. "Jogar é a recompensa de quem trabalha". "Estar no banco é sinal que não te esforçaste o suficiente". "O respeito vem primeiro que o talento."

 

A partir daquele dia, ainda que achasse que só aguentava mais 10 minutos de treino, ou 3 minutos no jogo, nunca mais o disse.

 

A minha frase interna era: "Aguento até tocar a buzina!"

 

E uma coisa engraçada no ser humano, é que o que dizemos com a nossa boca, acaba por acontecer. Não por magia, mas porque começamos a acreditar nisso, e a agir de acordo com isso.

 

Superação aprende-se. E isto são ótimas notícias.

 

Ainda vais a tempo de aprender, e ainda vais a tempo de ensinar.

O NOSSO MAIOR MEDO

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"O nosso maior medo não é que sejamos inadequados, o nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É a nossa luz, e não a nossa escuridão que mais nos assusta..."

 

Demorei para entender o porquê disto. Porque é que as pessoas têm mais medo de ser felizes do que de ser infelizes?

 

Quando alguém aparece, é porque por algum motivo se destacou. Se se destacou, foi porque obrigatoriamente alguém não se destacou.

 

Há uma frase que diz "Se todos somos especiais, então ninguém é."

 

Ser especial pressupõe que algo de diferente te faz brilhar na multidão. E sim, há um preço.

 

Sentimos esse preço nas mais pequenas coisas.

 

Sentia isso quando estava dentro de campo, e uma ou duas colegas minhas estavam no banco amuadas por não estar a jogar.

 

Senti também quando subia de escalão, quando ia a uma seleção acima da minha idade, ou quando mudei para clubes melhores.

 

Para eu subir alguém ficava para trás, para eu ser convocada alguém tinha que não ser.

 

Havia sempre alguém que, como mecanismo de defesa, tinha algo de negativo a dizer, mesmo no meio de algo bom que me estava a acontecer.

 

Houve um jogo, pouco tempo depois de eu ter ido para o CAB, fui jogar a Lisboa. No fim do jogo a minha mãe, muito chateada, contou-me que uma ex-colega minha de equipa tinha estado o jogo todo a arranjar defeitos para a minha forma de jogar. Mesmo eu tendo idade de junior, estar a jogar na Liga, e ter marcado 18 pontos, ela criticou até não poder mais.

 

Eu estava a ter o dito sucesso, mas alguém sofria com isso. E muitas vezes a forma das pessoas lidarem com esse sofrimento era criticando-me, e encontrando erros em qualquer vacilo meu.

 

A psicologia fala sobre isso, sobre como num grupo, quando um se motiva mais, a consequência por vezes é que outro se desmotive.

 

E quando alguém se desmotiva (por causa da deficiência que vai crescendo na capacidade de comunicação das pessoas) elas arranjam outra forma de expressar o que sentem. Neste caso é tentar diminuir alguém para se sentirem mais crescidas.

 

Quando juntamos tudo isto à necessidade gigante que ultimamente o ser humano tem de ser aceite por quem o rodeia, encontramos a explicação para o grande gosto em ficar na zona de conforto.

 

"Se ficar quieto, não chamo à atenção de ninguém, e assim todos gostam de mim!"

 

Este processo muitas vezes é inconsciente, mas é real! E precisa ser combatido para que alcancemos os nossos objetivos. Além de que tudo isto se torna num grande ciclo vicioso. Quanto menos pessoas quebram a zona de conforto, menos pessoas terão coragem de o fazer. Pensam "Quem sou eu para o fazer, se ninguém o faz?"

 

Ya mas, se toda a gente o fizer, não haverá nada de extraordinário em que mais um o faça também.

 

A realização total só vem quando estamos a perseguir o que amamos.

 

Sabes o que acontece quando tens coragem para quebrar esse ciclo? Inicias um novo ciclo! Contagias pela positiva quem te rodeia. Tornas-te uma referência, um exemplo!

 

"À medida que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazer o mesmo, enquanto nos libertamos dos nossos próprios medos. A nossa presença automaticamente liberta os outros."

 

É por isso que hoje sei que é absolutamente necessário que eu faça tudo para brilhar. E tu também.

 

(Trechos do texto traduzido de Marianne Williamson)

COMO SEI SE TENHO QUE MUDAR?

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"Como sei que tenho que mudar? Todas as pessoas são diferentes, agem e reagem de formas diferentes... Como sei se tenho que mudar, ou se sou apenas diferente?"

 

Há pouco tempo fizeram-me esta pergunta, no fim de uma palestra que realizei, e foi uma das interações mais interessantes que tive com uma plateia.

 

Via na cara daquele pessoa que ela queria mudar, mas não sabia por onde começar.

 

Dei-lhe uma resposta simples: "Se os resultados que tens não te satisfazem, é porque provavelmente precisas de mudar alguma coisa."

 

Isto porque o nosso sistema interno é sempre coerente com ele mesmo.

 

Se pensamos algo, sentimos esse mesmo algo, fazemos esse algo e temos resultados de acordo com esse algo.

 

Pensamos, sentimos, fazemos e temos um resultado.

 

Se o resultado não é adequado às minhas expectativas, provavelmente tenho que mudar de comportamento. Para mudar de comportamento preciso de mudar o meu estado emocional, e para mudar o meu estado emocional, preciso mudar os meus pensamentos.

 

Um resultado nunca acontece por si só. Há quem acredite que sim. Normalmente as pessoas que acham que o mundo acontece a elas, sem qualquer influência das duas participações nas suas próprias vidas.

 

Mas uma pessoa que finalmente ganha consciência de que a sua forma de ver o que a rodeia (os seus pensamentos), têm influência direta nos seus resultados, sabe que para altera-los, terá que mudar.

 

Então como sei que tenho que mudar?

 

Se as coisas que vês à tua volta, os teus resultados e os feedbacks que recebes não têm sido satisfatórios para ti, é hora de mudar.