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|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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ENTREVISTA: SOFIA SILVA

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Esta semana a DreamAchieve esteve à conversa com a Sofia Silva, atleta internacional portuguesa que atualmente joga numa das equipas mais fortes da Europa, Galatasaray na Turquia. 

 

DA: Sofia, como foi o teu percurso como atleta?

SS: Eu comecei a prática da modalidade quando tinha 13 anos. Fiz a minha formação na AAC (Associação Académica de Coimbra).

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Passei pelo CAR Jamor (Centro Alto Rendimento), pelo Olivais de Coimbra, Algés Sport e Dafundo e TCC no Estados Unidos (Tallahassee Junior College).

 

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Na Liga Espanhola pelo Cadí la Seu, Zamarat e Uni Girona. Atualmente represento Galatasary na Turquia.

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Durante este percurso como momentos altos diria a primeira chamada a Seleção Nacional, a ida para os Estados Unidos e a possibilidade atual de jogar por 3 meses na Turquia. Em relação a conquistas posso assinalar a Taça de Portugal e a Supertaça quando jogava nos Olivais de Coimbra, e o Campeonato Nacional da Liga Portuguesa pelo Sport Algés e Dafundo. 

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DA: Quem conhece a Sofia Carolina, lembra-se de uma miúda tímida, calada, mas que nunca saía do treino sem dar o seu máximo. Com o tempo, essa pessoa tornou-se um elemento fundamental em todas as equipas em que passava. Qual foi a mentalidade que te levou a superar cada etapa do teu percurso?

SS: A Sofia era/é uma profissional do basquetebol desde os 13 anos. Não havia qualquer tipo de desculpa ou coisas estranhas, como por exemplo, faltar a um treino por ter febre. Para mim era inaceitável! Esta modalidade despertou uma parte competitiva em mim que eu desconhecia.

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O meu primeiro treino foi com a equipa sénior da Académica. Eu mal sabia driblar a bola. Contudo, tinha uma certeza, estava no sítio certo! Só tinha que colocar empenho e aprender de todos a minha volta.

Como qualquer atleta, à medida que vais progredindo os obstáculos aparecem.

 

Desistir não estava na minha lista de opções!

 

Passei por algumas lesões, derrotas coletivas e pessoais, descrença... Mas tudo é parte do caminho! Nestes momentos, o importante é não perder o foco! Saber onde se está e o que falta fazer para chegar onde se quer estar. 

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DA: Neste momento és um elemento da Seleção Nacional de Seniores, jogaste na Liga Espanhola, e atualmente jogas numa das melhores equipas da Europa (Galatasaray). Deves ter vivido momentos em que esperavam muito de ti… Na tua opinião, o que é necessário para conseguires manter o foco, mesmo em momentos de pressão?

SS: Ser humildade e ter a capacidade de entender que nem tudo vai sair como planeado. A confiança vem com a preparação. E mesmo havendo preparação as coisas não vão sair sempre como nós queremos.

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A minha ida para os Estados Unidos foi um marco importantíssimo para entender que queria dedicar-me 200% ao basquetebol. Cada passo que dei nas transições de equipas foram muito bem estudadas. Sou bastante paciente no que toca a entender o que tenho que melhorar, e em que sítios tenho que estar.

A temporada passada estava a lutar para não descer a LF2 espanhola e este ano a minha equipa está a 7 pontos de estar na Final da Eurocup. A pressão é algo que não se deve fugir, mas sim usá-la de forma inteligente.

 

Falta de pressão para mim significa falta de responsabilidades.

 

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Eu espero sempre a minha melhor versão, e quando isso não acontece entra a frustração. O facto de não termos sido apuradas (Seleção Nacional) para o Eurobasket 2015 foi de grande desilusão pessoal para mim. É um grande orgulho para mim poder representar a Seleção Nacional, mas além disso é um desafio muito grande. Cada vez que não somos “bem-sucedidas”, aponto para mim primeiro.

 

Sinto a “obrigação” de contagiar com a minha energia.

 

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Quando é negativa também nos fere. Lidar com isso não é fácil. É onde sofro mais, mesmo que sejam 2 semanas de estágio, porque todos os anos subimos degraus. Mas creio que ainda não estamos onde deviamos estar.

 

DA: Que aprendizagens do desporto aplicas para a tua vida?

SS: Sou bastante mais disciplinada com o que como, com as horas de descanso, horas de Scouting, etc. A nível pessoal aprendi a ser generosa e paciente, comigo mesma e com os outros.

 

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DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas relacionados à Alta Performance do atleta, e como o Treino Mental é fundamental para atingir objetivos. Na tua opinião, qual é a importância destes temas na tua prática desportiva?

SS: Na minha opinião, todas as equipas profissionais deviam ter um Coach ou um Psicólogo Desportivo. Não vale a pena trabalhar o físico quando a cabeça não está preparada. Ao mais alto nível a pressão para ser bem-sucedido é muita, e a exigência ainda maior. Se não estamos preparados mentalmente, entram sentimentos de incerteza e dúvidas sobre tudo.

 

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DA: O que aconselharias a todos os atletas que te admiram?

Que em tudo o que façam deem o máximo e que disfrutem. Parece simples, mas ser medíocre não nos leva a nenhum lado, nem no desporto, nem na vida quotidiana, nem em qualquer tipo de trabalho! Há que lutar, sacrificar e querer mais que ninguém.

 

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Em apenas uma frase diz-nos:

 

Momento mais alto da tua carreira: Está por chegar…

 

Pessoas mais importantes no teu percurso: Todos os treinadores que tive, algumas companheiras de equipa e famílias/amigos.

 

Lugar preferido no mundo: Onde esteja a família e amigos

 

10- O que queres fazer quando terminares a tua carreira desportiva: Trabalhar na área de Psicologia Desportiva.

 

11- Frase que te caracterize: Pensar pequeno é perder terreno.

 

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Amanhã, sexta-feira dia 24 de Março, a Sofia Silva irá disputar as meias-finais da Eurocup. Para que a equipa dela (Galatasaray) passe à final, terão que vencer as adversárias por 7 pontos. Fica atento aos resultados.

Da parte da DreamAchieve desejamos um excelente jogo à nossa atleta lusa. Faz história Sofia! 

 

 

 

 

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TUDO O QUE QUERO É GANHAR!

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"Tudo o que quero é ganhar!"

 

Muita gente diz-me esta frase, principalmente no mundo do desporto. Ganhar jogos, campeonatos, taças... Legítimo e compreensível, ganhar é espetacular.

 

Na semana passada fui ver a final da Taça de Portugal de basquetebol feminino. Uma excelente competição, pavilhão composto, aplausos, cânticos das bancadas, festejos. A equipa da casa ganhou e foi uma festa.

 

Eu fiquei a apreciar o momento, vieram-me as lágrimas aos olhos enquanto via os festejos da equipa vencedora, os abraços, os aplausos... Lembrei-me quando também ganhei a Taça de Portugal, e bateu aquela saudade de competir. Do nervoso, da felicidade, da realização...

 

Para quem não sabe, a Taça de Portugal é suportada por uma caixa de madeira onde vão sendo colocadas pequenas chapas de metal com os nomes das equipas que ganham naquele ano. Essa Taça grande não tem um lugar fixo, fica na "casa" do clube vencedor, e vai rodando a cada ano. A mais pequena fica no clube como troféu.

 

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Enquanto olhava para a entrega de prémios pensava na chapa de metal que continha "CAB Madeira 2006/2007". Estava lá metida no meio das outras. Fiquei a viajar até há dez anos atrás quando estava na Madeira, e era eu, as minhas colegas e treinadores que estávamos a fazer aquela festa. Mas naquele momento, já ninguém se lembrava disso... Naquele momento interessava aquele momento, e aquela equipa.

 

Fiquei muito tempo a refletir sobre isso. Sobre a importância de ganhar. Obviamente tem a sua importância, quem não gosta? Eu falo por mim, amava ganhar. Mas e depois disso?

 

O tempo passa e o que fica? Uma Taça? Uma medalha? Uma chapa de metal que anda a viajar por aí de clube em clube? O que é que realmente muda na tua vida?

 

Só para te fazer refletir um pouco... Porque é que é tão importante para ti ganhar?

 

Não que não tenha que ser importante. Mas quando deres por ti a dizer "Tudo o que quero é ganhar", fica atento, porque se isso é tudo o que queres, esse tudo passa rápido.

 

Ganhar é (ou podia ser) implícito. Ninguém entra numa competição para perder. Mas se estiveres só focado nisso, perdes um monte de oportunidades de te desenvolveres no meio da viagem.

 

Eu olho para esta foto com as minhas colegas e lembro-me dos nomes, das vozes, das personalidades, das aprendizagens, dos estilos, dos treinos e jogos, de momentos, de viajar... De crescer com elas, dos erros que cometi, de como mudei. De certa forma, acredito mesmo que foi isso que ganhei.

 

De certa forma também foi isso que fez com que soubesse que se voltasse ao início da época, teria escolhido a mesma equipa. Mesmo quando no final da época perdemos o último jogo dos play-offs ficando em segundo lugar no campeonato nacional.

 

Acho que principalmente nesse momento, em que perdemos, é que realmente podemos saber se ganhamos. Visto que um troféu por si só não traz um grande acrescento a longo prazo, quando temos a oportunidade de perder e sentir o que ficou dentro de nós, sem ganhar um título, creio que aí é que podemos realmente avaliar o nosso percurso.

 

Fiquei ainda mais emocionada quando percebi o que tinha ficado dentro de mim. É isso que me permite hoje contar histórias. Há muitas pessoas que me dizem que os meus textos as ajudam, ensinam, as inspiram e as motivam... Mas acho que ninguém imagina o quanto eu me inspiro também quando me apercebo que aquele currículo desportivo não ficou só num papel, perdido no meio de memórias.

 

Aquilo tudo foi só um pedaço da minha história, em que os resultados poderiam ter sido melhores ou piores, mas as aprendizagens foram realmente o que marcaram. Foram elas que me trouxeram aqui.

 

Se por acaso perderes aquilo que tanto queres ganhar, e conseguires dizer que farias tudo igual, foi aí que realmente ganhaste.

 

"Porque o verdadeiro sucesso está em ter uma consciência tranquila porque fizeste o teu melhor." - John Wooden

VPN: PROCESSO DE MUDANÇA

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Todos os sábados será publicado um artigo de Desenvolvimento Pessoal na Página Vivências Press News               

 

Sempre detestei correr por correr, se não houvesse um resultado disso, não me fazia sentido nenhum. Como joguei basquetebol tantos anos, corria para marcar pontos, havia tanto um objetivo como uma recompensa. Então não entendia quando, por exemplo, pessoas me diziam que era uma adrenalina correr uma maratona. Que horror – pensava eu!

 

Quando se fala em mudança, é como se se falasse de um grande peso, então as pessoas ganharam uma tendência de procurar resultados rápidos. Todos querem mudar, mas sem ter que realmente mudar. Então, inteligentemente, a sociedade oferece resultados rápidos em quase tudo. Comunicação, internet, comida rápida, transportes cada vez mais rápidos, métodos de emagrecimento rápido.

 

Creio que hoje em dia os produtos com mais visualização são aqueles que oferecem resultados em poucos dias e com o menor esforço. “Perca 10 quilos em 2 semanas sem exercício físico”, ou “Ganhe 5000 euros em 10 minutos sem sair de casa”. Esta necessidade de ver resultados à velocidade da luz, acaba por destruir muitos sonhos. Transforma muitos caminhos começados, em caminhos inacabados.

Todos são experts em começar, mas raramente vemos experts em terminar aquilo a que se propuseram. Principalmente no princípio do ano vemos as chamadas “resoluções”, onde muita gente começa muita coisa, mas que agora que chegámos a Março…

 

Recentemente descobri a chave para conseguir manter um objetivo o tempo necessário para que ele se concretize. Descobri como gostar do que estou a fazer para alcançar o meu objetivo, divertir-me com isso, ser constante e persistente, e não ficar constantemente a verificar o resultado.

Estranho falar assim não é? Normalmente o caminho é chamado de sacrifício, ou um monte de palavras que nos metem uma pressão enorme, e um peso em cima dos ombros. Dieta, poupança, começar um negócio, acabar uma licenciatura, treinar para uma competição… Normalmente o que queremos é o resultado. O peso a menos, o dinheiro a mais, o reconhecimento no mercado e liberdade financeira, o diploma, a medalha de ouro. Mas o segredo não está aí. O segredo não está no fim.

 

O grande segredo dos grandes heróis está no PROCESSO.

 

E é exatamente o processo que temos tendência de ignorar, ou até muita dificuldade em tolerar. Mas o processo não foi feito para tolerar, foi feito para crescer, desenvolver, aprender e disfrutar. Este processo é imprescindível se quiseres que a mudança seja duradoura. Quem sabe aqui não tenhas a explicação para que, muitos dos teus resultados até tenham sido bons, mas tão rápido como os conquistaste também os perdeste. Para que isso mude a partir de hoje, vou dar te alguns pontos de partida.

 

1 - Chama o teu processo de algo mais apelativo, como jornada, caminhada ou viagem.

 

A Programação Neuro-Linguística mostra como as nossas palavras influenciam a forma que temos de ver o mundo, e consequentemente a forma como vivemos. Se eu intrepertar um processo de mudança como uma viagem, será bem mais divertido.

 

2 - Pergunta-te porque é que queres o que queres. Qual o objetivo do teu objetivo. Essa resposta deve ser consultada sempre que pensares em abandonar o processo.

 

Normalmente as nossas razões são egoístas, centradas em nós mesmos, ou em alguma espécie de reconhecimento. Se forem mais centradas em seres congruentes com os teus próprios princípios (quaisquer que sejam), e em servires de inspiração para um mundo melhor, terás razões mais fortes para continuar.

 

3 - Quando traçares um objetivo, traça objetivos mais pequenos dentro dele, ou seja, metas.

 

Assim, os progressos, por mais pequenos que te pareçam, ainda assim serão progressos.

 

Se queres alcançar algo daqui a um ano, traça metas para o que queres alcançar daqui a um mês, e daqui a dois meses… Assim verás que estás num bom caminho, em vez de te focares no tempo que ainda falta.

 

4 - Aproveita a aprendizagem da tua viagem, disfruta das sensações, valoriza as pessoas com quem vais-te cruzando.

 

Como dizia ao início, eu detestava correr, ficava focada no resultado daquilo, e para mim não havia nenhum. Até que um dia que decidi que ia começar a correr mais regularmente. Estava equipada, de ténis, cardio-frequencímetro e GPS pronto, saio para a rua, e estava chover. Decidi ir na mesma…

Foi das melhores corridas da minha vida, e dos melhores momentos também, porque foi aí que vi a importância do processo. Sentia a água a escorrer-me na cara mas não me importava, pisava em poças e não me importava, era de noite, não havia quase ninguém na rua, conseguia ouvir os meus passos, a minha respiração, a chuva levemente a bater no alcatrão da estrada. Quando dei por mim, tinha corrido quase uma hora.

 

O que acontece quando nos focamos no processo, é que nos apaixonamos por ele. A tudo o que damos atenção, é isso que se torna o centro da nossa vida. Esse é o segredo. Porque quem se apaixona pelo processo, não precisa de mudar, é uma pessoa que se transformou na própria mudança. Aquilo que era um sacrifício, transforma-se numa grande aventura que muda tanto tua vida, como inspira qualquer pessoa que te conheça.

 

Se em vez de ser um expert em começar coisas novas, focadas em resultados, te transformares num expert em apreciar o caminho que estás a percorrer, a tua mudança será vitalícia e crescente.

 

Não procures por pensos rápidos, esses têm prazo de validade. Procura focar-te naquilo que estás a aprender, a viver, a sentir, a ouvir, a ver, a conhecer e a desenvolver. Não é bem melhor assim?

 

Até para a semana!

 

Autora: Nádia Tavares - DreamAchieve 

Fonte: Vivências Press News

18 de Março de 2017  

ENTREVISTA: CARLA NASCIMENTO

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A DreamAchieve teve a oportunidade de poder conhecer melhor Carla Nascimento, atleta que representou a Seleção Nacional mais de 100 vezes, e que atualmente compete na Liga Espanhola, uma das mais fortes da Europa e do mundo. 

 

DA: Carla, conta-nos como foi o teu percurso como atleta até hoje?

CN: Comecei a jogar basquetebol com 8 anos. As minhas amigas iam treinar e como não queria ficar sozinha, ia também. Comecei no GDR dos Olhos d’Água e depois passei para o Club de Basquet de Albufeira. Aos 16 anos fui para o CAR Jamor e a partir daí foi uma grande aventura.

Quando saí do CAR, joguei no Santarém Basquet, passei quatro meses numa equipa em Olesa de Montserrat (Liga 2 – Espanha), voltei a Portugal e joguei no CAB Madeira, no Boa Viagem (Açores) e no Vagos. Quando terminei o meu curso, em 2008, decidi voltar a jogar em Espanha. Joguei no Universitario de Ferrol, ADBA (Avilés) e em 2012 cheguei a Cáceres. Houve uma pequena interrupção, na qual fui para Madrid e representei o CREF durante quatro meses (2014), mas voltei a Cáceres.

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Atualmente, sou jogadora do CB Al-Qázeres da Liga Feminina espanhola.

 

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As recordações mais importantes que tenho começam ao representar a Seleção Nacional e incorporar a equipa do CAR Jamor. Depois disso, assinalo ter ganhado a Taça de Portugal com o CAB Madeira, jogar competições europeias também com o CAB e com o Vagos, e já em Espanha, ter jogado cinco “fases de ascenso” à Liga Feminina 1 e ter ganho três vezes.

 

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DA: Quem fala da Carla Nascimento fala de uma excelente colega de equipa, que sempre dá o máximo, com foco e responsabilidade, sem nunca se esquecer de quem a rodeia. Qual foi a mentalidade que sempre te levou a agir desta forma?

CN: Quando era mais nova, sinceramente, não pensava muito nisso. Fazia o que os meus treinadores me diziam. Como sempre joguei na posição de base, sempre senti essa responsabilidade de fazer jogar bem a equipa e tentar tirar o melhor de cada uma das minhas companheiras. O meu treinador Tito Real foi talvez quem mais me exigiu nesse aspeto. Hoje em dia, como profissional, as coisas são diferentes. Mas conservo os mesmos ideais de quando era miúda: fazer jogar bem a equipa e tentar tirar o melhor de cada uma das minhas companheiras. É assim que disfruto do basquetebol.

 

Não me importo de não ter umas estatísticas vistosas se a minha equipa estiver a ganhar.

 

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Talvez se me preocupasse mais com as estatísticas, poderia ter conseguido melhores contratos. No entanto, estou muito contente por ser fiel aos meus princípios e de que existam clubes que me valorizem por isso.

 

DA: O que representaram para ti os momentos de mais alto nível, como competir pela Seleção Nacional, participar em Competições Europeias e jogar no Campeonato Espanhol?

CN: Muitas vezes quando olho para o meu percurso custa-me a acreditar que fiz tantas coisas desportivamente. Quando comecei a jogar nunca poderia imaginar que o basquetebol ia guiar o meu futuro e marcar a minha vida irreversivelmente. Tem sido uma caminhada espetacular. Representar a Seleção Nacional acho que é o sonho de qualquer atleta no seu desporto.

 

É um enorme orgulho ouvir o hino nacional com o escudo do teu país ao peito, rodeada de grandes jogadoras e de grandes técnicos.

 

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Em cada estágio da seleção nacional enchia a minha mochila pessoal de conhecimentos, valores e de grandes aprendizagens, tanto a nivel pessoal como profissional.

As Competições Europeias foram também uma experiência incrível. Tal como com a seleção nacional, tens a oportunidade de jogar contra equipas muito boas, com jogadoras de outro nivel; algumas das quais, admiras pessoalmente e quando as estás a defender tens de te controlar para dar o teu melhor na defesa e não ficares boquiaberta a vê-las jogar.

Em relação ao Campeonato Espanhol tem sido uma grande aventura. Quando cheguei a Espanha, não conhecia praticamente nenhuma jogadora, nenhum treinador e pouco sabia da competição. Agora dou conta de como tudo isso mudou. Joguei as “fases de ascenso” (que referi anteriormente) e vivi momentos inesquecíveis. Ao recordar cada uma dessas “fases de ascenso”, posso ver como fui mudando, amadurecendo e crescendo como jogadora e pessoa. Perdi as duas primeiras (com Avilés e Femenino Cáceres) e depois conseguimos ganhar 3 (CB Al-Qázeres, CREF e CB Al-Qázeres novamente).

 

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Podes perder ou ganhar, mas aprendes sempre.

 

 

E eu acho que aprendi imenso. Lembro-me tão bem das vitórias como das derrotas. Mas o que mais me enche o coração são todas as pessoas que tive a oportunidade de conhecer (jogadoras, treinadores, diretores, etc.) e também o facto de ter encontrado um clube e uma cidade onde me tratam incrivelmente bem. Isso faz com que tudo pareça ainda mais maravilhoso. Porque nesta vida de saltimbanco, chega um momento em que queres sentir que pertences a um sítio e eu tive muita sorte de ter sido tão bem acolhida em Cáceres.

 

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DA: Que aprendizagens do basquetebol levas para o teu dia-a-dia?

CN: A soma do basquetebol, de todos os valores que aprendi e de todas as pessoas que conheci através do desporto fazem de mim a pessoa que sou hoje. Não faço ideia da pessoa que seria se não jogasse basquetebol. Sou como sou pelas experiências, pelas vivências e pelo caminho que o basquetebol me proporcionou. Acho que o desporto, no geral, te dá muito boas ferramentas para a vida: disciplina, responsabilidade, respeito, motivação, trabalhar com outros, lutar por objetivos, saber perder e saber ganhar...

 

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DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas relacionados ao comportamento, motivação, mentalidade, superação, espírito de equipa, comunicação, e muitos mais… Na tua opinião, qual foi a importância destes temas na tua prática desportiva, e hoje na tua vida?

CN: Na prática desportiva é evidente que todos esses valores são fulcrais. A parte mais importante é saber levá-los para o teu quotidiano e aplicá-los a tudo. Se souberes levar os valores do desporto para o teu trabalho ou aplicá-los na vida escolar, por exemplo, podem ajudar-te a ser muito bem sucedida. Penso que na Europa não se dá tanto valor aos atletas como nos Estados Unidos, por exemplo. Mas acho que se derem a oportunidade de um atleta demonstrar o que vale, normalmente, não defrauda. Antes pelo contrário, costuma surpreender pelas suas qualidades e pela sua efetividade.

 

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DA: Se pudesses dar um conselho a todos os atletas que te admiram, o que seria?

CN: Que sonhem! E que lutem pelos seus sonhos. Que pouco a pouco façam dos sonhos objetivos palpáveis. Que alcancem metas importantes e que sejam felizes por isso. Mas é importante aprender a lutar pelo que se quer, saber lutar e estar preparado. Como diz a frase: “Sorte é uma encruzilhada onde preparação e oportunidade se encontram”.

 

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Em apenas uma frase diz-nos:

 

7- Momento mais alto da tua carreira:

Não poderia escolher só um: todas as vezes que vesti a camisola da seleção nacional, jogos de competições europeias, as três vezes que ganhei os play-offs da liga 2 e jogar na Liga 1 em Espanha.

 

8- Pessoas mais importantes no teu percurso:

A minha família, Tito Real, José Leite, Susana Dinis, Ricardo Vasconcelos, Sara Filipe, Alberto Montes, José Moreno, Raquel Hernández García.

 

9- Lugar preferido no mundo:

Por agora são 2: Los Pilones (Valle del Jerte, Extremadura) e Menorca.

 

10- O que queres fazer quando terminares a tua carreira desportiva:

Neste momento, que estou lesionada (fratura do húmero esquerdo – operação com uma placa e dez parafusos), estou a aproveitar para fazer o curso de treinadora de nivel I, pela FEB e já acabei o Mestrado para ser professora de Português em Espanha.

 

11- Frase que te caracterize:

Gosto de muitas. Hoje escolheria estas:

- Vales por tudo aquilo que fazes, mas principalmente pelo que fazes quando ninguém te vê.

- São as tuas atitudes e não as tuas palavras que te definem.

 

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TUDO COMO IMAGINEI!

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Perguntaram ao Michael Phelps, depois de conquistar 28 medalhas nos Jogos Olímpicos: "Imaginou chegar tão longe?". É uma pergunta bastante comum quando se conversa com alguém que alcançou patamares fora do normal. A resposta normalmente é modesta: "Não imaginava chegar tão longe!", "Não acredito que isto aconteceu!"

 

Pois o Phelps respondeu de outra forma: "Aconteceu tudo como imaginei!"

 

Fiquei entusiasmada com a resposta dele, porque sempre que conquistei alguma coisa na minha carreira de atleta, e na minha vida, eu estava à espera. Não de uma forma arrogante, mas de uma forma ativa.

 

Ninguém chega ao pódio por acaso.

 

Se alguém alcança algo, é porque lutou por isso. E se lutou por algo é porque acreditava que podia ganhar, e imaginou-se a conquistar.

 

A diferença entre os bons e os excelentes, está em terem coragem de assumir os seus objetivos. Os bons vão "tentar", os excelentes vão CONQUISTAR! Muitas vezes são chamados de arrogantes. A nossa sociedade parece que se habituou à falsa humildade. Traduzindo: Falsa humildade é medo de assumir e perder.

 

Eu lembro-me que sempre que ganhei campeonatos distritais, nacionais, prémios de melhor marcadora, melhor ressaltadora, 5 ideal e MVP... Nunca fiquei surpreendida, porque era para isso que eu estava a competir, para ganhar e ser a melhor jogadora possível dentro de campo.

 

Nunca foi acidente, nem inesperado. Pelo contrário, era esperado! Esperado com treino, com esforço, com disciplina, com apoio mútuo entre as minhas colegas e treinadores.

 

Esse discurso de "Não estava nada à espera"... Se não estavas à espera de ganhar, estavas à espera de quê? De perder? Foste competir para perder? Acho que ninguém faz isso. Pelo menos não quem ganha...

 

Uma das técnicas de Coaching que uso com vários clientes é a imaginação. Imaginar o momento que o atleta tanto quer, ou mesmo que alguém queira fora do desporto.

 

Levo a pessoa até ao momento, a imaginar o dia da sua conquista. Quem vai estar? Como vai ser? O que vais ouvir? O que vais ver? Tudo em detalhe... Isso só aumenta a motivação de querer trabalhar ainda mais! Se a pessoa trabalhar para isso, não será algo que ela nunca imaginou, será tudo o que ela imaginou.

 

Se tu, agora mesmo, conseguires imaginar ao detalhe o que queres, te focares nisso, e fizeres com excelência e disciplina aquilo que sabes que tens que fazer, a tua conquista não será por acaso! Será simplesmente uma consequência.

 

Atreve-te a sonhar!

 

Bons sonhos! ;)

VPN: SENTIDO PARA ALGO SEM SENTIDO

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Todos os sábados será publicado um artigo de Desenvolvimento Pessoal na Página Vivências Press News

 

Sou o tipo de pessoa que acredita que tudo tem uma razão, e que acredita que as coisas não precisam de ter um real sentido, para no fundo terem sentido.

Cada acontecimento, cada imprevisto, cada passo atrás, cada perda, cada emoção chamada “negativa”, tem um sentido, tem um papel na nossa vida. Se assim nós quisermos…

 

A mente é uma coisa engraçada, aquilo que pensamos também sentimos, e aquilo que sentimos acabamos por fazer. Se começares a lembrar-te da voz da pessoa mais importante para na tua vida (consegues lembrar-te da voz dessa pessoa agora?), a tendência é sorrir. Daí vem a boa disposição, e uma série de atitudes que vêm de acordo com essas boas sensações. Se por outro lado começar a pensar na voz de uma pessoa que detesto (consegues lembrar-te da voz, do tom e do que te costuma dizer que tanto te irrita?), começam logo a surgir as más sensações, e provavelmente o teu comportamento será outro.

Giro não é? A forma como podemos brincar com a nossa mente? Isto claro, quando a sabemos usar a nosso favor. A nossa imaginação é um mundo de possibilidades que quebra qualquer limite.

 

Com essa imaginação também podemos brincar com o significado das coisas. As coisas são o significado que atribuímos a elas, e mudando o significado das coisas, mudamos tudo. Um dos significados que hoje gostaria de falar, é do significado que atribuímos à DOR.

Se há coisa que muitos não entendem é o papel da dor na nossa vida. Vemos como algo negativo. Além disso misturamos o significado da dor com o significado do sofrimento, quando são coisas completamente diferentes.

Quando acabares de ler este texto, irás saber cooperar com a dor em teu favor, sem sofrimento. Irás ver como a dor é natural, mas o sofrimento vem de questionar essa natureza. Irei ajudar-te a dar sentido, a algo que normalmente não tem sentido.

 

O que seria daquela pessoa que não sente dor nunca? Será que iria ser cuidadosa com a sua integridade física? Será que iria detetar quando o seu corpo enviasse algum sinal de uma possível doença? Será que iria ter cuidados médico? A dor física tem o papel de nos alertar que algo se passa no nosso corpo, ou com a nossa saúde. Sem ela, morreríamos sem saber porquê.

 

Entendo que provavelmente esperavam que falasse de outro tipo de dor. Então deixa-me dar outro exemplo. Imagina que perdes um ente querido (pode até ser o teu caso), e que no momento em que recebes a triste notícia, ou quando recebes os teus familiares nos momentos das condolências, estás com um sorriso enorme, feliz, e sem qualquer problema com o que aconteceu. Estranho, não é? Uma pessoa que amas parte para sempre, e tu não sentes qualquer tipo de dor? A dor neste caso, tem o papel de demonstrar o amor. Quando maior a dor, maior foi (e é) o amor.

 

Pode ser que este não seja o teu caso, sendo assim, posso dar ainda mais um exemplo? Acredito que com este, todos se identifiquem.

 

Aquilo que o que mais influencia uma pessoa a não mudar, e a viver apenas na metade do seu potencial, é um lugar fofo chamado Zona de Conforto. Não deixamos aquele emprego que não gostamos, para começar a trabalhar por conta própria no que nos apaixona, porque estamos na zona de conforto. Não começamos a fazer exercício para sermos mais saudáveis, porque estamos na zona de conforto. Não acabamos aquele relacionamento que nos faz mal (amoroso ou não), porque é mais confortável estar acompanhado que sozinho.

 

Se não fosse por uma pequena coisa chamada DOR, ninguém tomaria a decisão de mudar de vida. Não haveria testemunhos espetaculares de pobres que se transformaram em empresários, de atletas que bateram recordes, de depressões transformadas em exemplos de inspiração e superação.

 

Toda a grande mudança vem de um grito de DOR que diz: Não aguento mais!! Quando chegares aí, deste o primeiro passo para a tua grande mudança.

 

Quem vive em sofrimento, é quem não sabe canalizar a DOR em seu favor. Ela é inevitável, mas o conflito interno sobre os porquês da dor, são totalmente evitáveis.

 

Aprende a usar a dor em teu favor, e aprende a viver sem limites.

 

Autora: Nádia Tavares - DreamAchieve 

Fonte: Vivências Press News

11 de Março de 2017  

ENTREVISTA: JÉSSICA ALMEIDA

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Esta semana a DreamAchieve esteve à conversa com a Jéssica Almeida, atleta internacional portuguesa, que na semana passada foi campeã do torneio da conferência pela sua Universidade nos Estados Unidos, marcando o ponto da vitória no último jogo da época.  

 

DA: Jéssica como foi o teu percurso como atleta?

JA: Eu comecei a jogar basket no Lousanense, o clube da terra onde eu cresci. Lousã é uma pequena vila nos arredores de Coimbra. Comecei aos 5 anos na Educação Física na Escola Primária e depois acabei por juntar o clube. Joguei no Lousanense até Iniciada de primeiro ano. Foi a altura em que fui chamada pela primeira vez para a Seleção Distrital. Depois de ir algumas vezes à Seleção Distrital, recebi um convite do Olivais, e decidi aceitar. Não foi uma decisão fácil, pois o Lousanense foi o clube que me criou e onde tudo começou, mas eu sabia que ir para o Olivais era o primeiro passo para eu subir na minha carreira.

 

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Joguei no Olivais até ao meu penúltimo ano em Portugal, joguei um ano em Algés, e depois vim para os Estados Unidos.

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À parte do percurso nos clubes, fui recrutada para o CNT (Centro de Treino) no meu primeiro ano de Cadete, onde evolui imenso, e posso mesmo dizer que sem essa experiência não estaria onde estou hoje. Daí começou a Seleção Nacional, onde fiz todos os escalões de sub-16 até Sénior. No meu primeiro ano Júnior também integrei um ano no CAR Jamor.

 

Os momentos mais altos posso dizer que foram: Campeonato Nacional de Juniores; Vice-Campeã pelo Olivais; Campeã Nacional pelas Seniores no Algés; e Campeã Nacional aqui na Marian University.

 

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DA: Tens competido a um grande nível nos Estados Unidos, e mesmo noutras equipas, tiveste sempre a competir por títulos. Durante este percurso, e ainda nos dias de hoje, quando surgem dificuldades, derrotas, dúvidas sobre se vais conseguir alcançar os teus objetivos, como ultrapassas esses momentos?

JA: Sinto que cresci imenso nesse aspeto, em termos de simplesmente viver o momento, em vez de deixar os nervos consumirem-me. Quando era mais nova por vezes ficava muito nervosa e só quando a bola fosse para o ar é que me conseguia acalmar, e à medida que o jogo fosse avançando eu ganhava mais confiança. Hoje em dia sou capaz de entrar para um jogo importante muito mais relaxada desde o inicio, e de ao mesmo tempo me divertir a jogar.

 

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DA: Qual foi o momento desportivo que mais te marcou como pessoa?

JA: Eu diria Campeã Nacional aqui na Marian University, porque é uma dimensão totalmente diferente. Para além de serem muito mais equipas num país muito maior, o sistema deles de Campeonato Nacional também é muito mais difícil. São inicialmente 5 jogos e se se ganha continua-se, mas se se perde, acabou ali. Para mim ter um nível máximo de consistência durante 5 jogos seguidos acho muito mais difícil do que um sistema de Playoffs, onde se não se estiver num dia tão bom, e se se perder um jogo, ainda se tem mais oportunidades. 

 

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Portanto devido a dimensão do país, e ao grau de dificuldade, ganhar um Campeonato Nacional aqui marcou-me muito e foi uma sensação incrível. Assim que ouvi o apito final chorei que nem um bébé e lembro-me de me sentir exausta física e mentalmente. Chorei de não acreditar que tínhamos conseguido, e ao mesmo tempo de estar tão exausta e saber que tinha chegado ao fim. Chorei porque me lembrava do dia 1, de treinos às 6 da manhã, e sentir naquele momento que tudo compensou foi a melhor sensação do mundo.

 

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DA: Que aprendizagens do desporto aplicas na tua vida diária?

JA: Disciplina. Aprendi maioritariamente a aplicar disciplina dentro e fora de campo no CNT com um senhor chamado Ricardo Vasconcelos. Ele fez-nos ver que disciplina é importante para toda a vida. Na altura ficávamos chateadas e não fazia sentido, mas agora percebo.

 

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DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas que afetam diretamente a Performance Desportiva através do Treino Mental… Qual foi a importância destes temas na tua prática desportiva?

JA: Estes temas não só são importantes, como são fundamentais para qualquer atleta que pretenda chegar ao nível profissional. Antes de se contruir um atleta tem que se construir uma pessoa.

 

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DA: Que conselho darias a todos os atletas que também lutam diariamente pelos seus sonhos?

JA: Diria para nunca se esquecerem de se divertirem a jogar. Uma pessoa consegue divertir-se e estar concentrada ao mesmo tempo. Isso para mim tem sido fundamental e faz uma grande diferença.

 

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Em apenas uma frase diz-nos:

 

Momento mais alto da tua carreira:

Campeã nacional pela Marian University.

 

Pessoas mais importantes no teu percurso:

Família, Ricardo Vasconcelos e José Araújo.

 

Lugar preferido no mundo:

Lisboa.

 

O que queres fazer agora quando terminares a tua carreira desportiva?:

Trabalhar numa empresa relacionada com o basket.

 

Frase que te caracterize:

As melhores vitórias são sempre as mais suadas.

 

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HÁ MAIS EM TI?

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Há uns dias atrás, estava no fim da minha corrida, faltava menos de um kilómetro para fazer a distância pretendida, e já estava a arrastar os pés. Pensei para mim "Ainda bem que está a acabar, não aguentava mais."

 

Temos essa tendência né? Quando vemos a meta a chegar, temos uma espécie de reação. Seja abrandar, ou relaxar... Quando vemos a vitória, a luz ao fundo do túnel, ou começamos a ter algum tipo de resultado, abrandamos. Mas sempre convencidos de que estamos a dar o máximo.

 

O GPS do meu telefone avisou-me que faltavam apenas 750 metros para o destino. Era de noite, umas 21:30, num bairro pouco movimentado. Entrei num beco de vivendas que, não sabia, era sem saída. Quando me dei conta disso, dei meia volta, sempre em passo de corrida morta, e comecei a fazer o percurso contrário.

 

Eu estava a ouvir música, mas baixinho. Por isso dei-me conta de que havia cães a ladrar em todas as vivendas do beco escuro onde me tinha metido. Como não tinha muita muita visão, por estar escuro, nem muita audição, por estar a ouvir música, durante uns segundos tive a sensação de ter cães raivosos a correr atrás de mim.

 

Acontece que quando relaxamos, algo que temos como garantido começa a sair do nosso controlo. Acredito que isso aconteça para que acordemos e continuemos a dar o nosso melhor.

 

Naqueles segundos meio confusos, comecei a correr bem mais rápido, e a tirar energia de onde nem sabia que tinha, para fugir dos cães imaginários. Estavam todos trancados dentro das casas, eu não corria perigo nenhum. Senti-me um bocado parva e desejei que ninguém me estivesse a ver... Mas para quem estava a dizer que não aguentava mais, eu parecia uma maratonista.

 

Uns metros à frente ri-me sozinha... E desafiei-me a mim mesma a correr mais rápido e uma distância maior no dia seguinte.

 

Existem fases em que achamos que já demos tudo de nós, que já não há mais nada a fazer. Então abrandamos ou até paramos.

 

Por isso acontecem certas coisas, que nem sempre entendemos, para testar os nossos limites. Há sempre mais dentro de nós. Há sempre mais energia, mais força, mais ideias, mais paciência, mais do que quer que seja que precises neste momento.

 

Se não acreditas nisso, imagina um cão enorme a correr atrás de ti! A mim ajudou-me ;)

LISTA DOS IMPOSSÍVEIS

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Quando falamos de motivação ou superação, aparece sempre a célebre frase que diz que "Tudo é possível", ou "Não há impossíveis". Isso dá alento às pessoas durante um tempo, mas a maior parte volta sempre a falhar. Porquê? Porque na verdade há impossíveis.

 

Tanto que há, que muita gente nunca realizou nem vai realizar os seus sonhos, e muita gente nunca será o que realmente poderia ser. Não é muito animador ler algo assim, pois não? Principamente aqui, onde normalmente lês coisas que te dizem que és capaz de qualquer coisa. Já vais entender...

 

Vou dar-te uma lista de coisas que são impossíveis, e pode ser que nela, te identifiques com alguma coisa, e assim, possas fazer algo a respeito:

 

- É impossível obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa

- É impossível receber algo, sem antes dar esse mesmo algo

- É impossível ser feliz, quando se passa a vida a reclamar de coisas que te fazem infeliz

- É impossível ser reconhecido como autoridade, sem antes seres um exemplo como ser humano (a não ser que o faças através do medo)

- É impossível fazeres a diferença, sem ter a coragem para fazer algo diferente

- É impossível atingir um objetivo, apenas desejando chegar lá

- É impossível estares entre os melhores, se tu mesmo não deres o teu melhor

- É impossível terminares algo que começaste, sem disciplina

- É impossível realizar qualquer tipo sonho, se as tuas ações não se enquadrarem com ele

 

A qualquer momento que quiseres podes mudar o sentido das frases. Posso dar-te um exemplo? Se pegarmos na última frase e transformarmos o "Impossível" em "Possível", e retirarmos a negativa, temos um mundo de possibilidades: "É possível realizar qualquer tipo de sonho, se as tuas ações se enquadrarem com ele."

 

Podes fazer isso com todas as frases, e podes fazer isso com qualquer limitação que tenhas neste momento. Qualquer que esteja a ser o teu impossível neste momento, podes torná-lo possível. Pois se reparares, a segunda parte de todas as frases acima, são coisas que dependem de ti.

 

Sempre que um cliente de Coaching me diz que algo é impossível eu respondo: "Tens razão! É mesmo impossível..." Faço uma pausa e depois digo: "Se continuares a agir assim, podes ter a certeza que é mesmo impossível!" 

 

Os impossíveis das nossas vidas são criados pelas nossas atitudes, ou falta delas. És tu que transformas os teus impossíveis em possíveis. 

 

Estás à espera de quê?

ENTREVISTA: JOÃO "BETINHO" GOMES

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A DreamAchieve teve um momento com o atleta João Gomes, mais conhecido por Betinho. Um atleta que tem muito para nos contar das suas experências pela Seleção Nacional, Campeonatos de duas grandes Ligas Europeias e uma passagem nos Estados Unidos. 

 

DA: Betinho, conta-nos o teu percurso como atleta?

 

BG: Comecei a jogar basquetebol aos 12 anos em S. Vicente, Cabo Verde. Aos 17 anos participei no torneio da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa) com a Seleção de Cabo Verde, onde fui considerado o MVP e recebi um convite para fazer treinos de avaliação no Barreirense Portugal por duas semanas. Fui escolhido e representei as cores do Barreirense durante 5 anos. No segundo ano, ou seja aos 18, já jogava nos Seniores, na Liga Portuguesa de basquetebol.

 

Aos 22 anos representei Portugal no Eurobasket 2007 em Espanha, Madrid, onde tive uma prestação notável, o que despertou o interesse de equipas da Espanha. Fui contratado pelo Cantabria Lobos, que jogava na segunda divisão espanhola (Leb Oro), onde joguei apenas a primeira volta do campeonato. Depois fui transferido para o Breogan de Lugo, também da Leb Oro, equipa que acabei por representar durante 4 épocas e meia. Durante estas 4 temporadas tive propostas para jogar na principal divisão Espanhola, a ACB, considerada a melhor Liga da Europa, mas que por compromisso com a equipa e também por lesões, não tive a felicidade de concretizar aquilo que era meu principal objectivo, jogar na liga ACB.

 

Passado as 4 épocas, recebi uma proposta do Benfica. A possibilidade de participar em Competições Europeias pesou bastante na minha decisão de voltar a Portugal. E o mais importante, poderia vir a ser campeão Nacional pela primeira vez. As competições europeias nunca aconteceram, mas realizei o meu sonho de ser Campeão Nacional, não só uma vez, mas 3 vezes seguidas!

 

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Estes 3 anos no Benfica acabaram por ser muito positivo para a minha carreira profissional, e o facto de termos ganho tudo o que havia para ganhar (Campeonatos, Taça de Portugal, Taça da Liga, António Pratas) valorizou-me muito como jogador. Foi assim que recebi uma chamada que ansiava há muito tempo, uma oportunidade de militar na principal Liga Espanhola, a ACB. Apesar de estar muito feliz no Benfica não podia deixar passar esta oportunidade.

 

E foi assim que fui parar na liga ACB, numa equipa de Andorra, o Morabanc Andorra, onde estive 2 anos. Depois destes 2 anos, onde vivi o basquetebol ao mais alto nível, onde cada jogo era uma final, e todos os fins-de-semana os pavilhões estavam cheios, tomei a decisão de aventurar-me e conhecer outras Ligas. E hoje aqui estou eu, na liga Italiana (LEGA).

 

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DA: O nome Betinho, como bem és conhecido, traz com ele o trabalho, a dedicação e a recompensa de ser um dos poucos atletas nacionais que teve sucesso no estrangeiro, primeiro na Liga Espanhola e atualmente na Liga Italiana. Qual foi a mentalidade que te levou a chegar ao esse patamar?

 

BG: A mentalidade acaba por ser isso, dedicação, trabalho, saber que vais sofrer agora, mas acabarás sempre por ser recompensado. Eu comecei a sofrer desde o inicio, aos 17 anos ter que deixar a família e amigos de infância não é nada fácil, mas tinha o sonho de triunfar, de ser o melhor, de ser como o Michael Jordan (foi por causa dele que comecei a jogar basquetebol, queria “voar” como ele).

 

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Ao inicio não tinha noção que seria tão difícil. Começaram a aparecer as lesões, os maus momentos, as saudades, as mentes negativas (pessoas que não acreditam em ti e fazem de tudo para que penses o mesmo). Foi nesse momento que tive que me mentalizar que tenho que ser forte, que tenho que acreditar que sou capaz, e que se continuar a trabalhar duro e eliminar os pensamentos negativos, acabarei por triunfar.

 

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Eu perdi muitas noites de festa, muitos dias na praia a apanhar sol, mas valeu a pena. Hoje posso olhar para trás e posso dizer que valeu a pena. Hoje eu tenho 32 anos, mas a minha mentalidade continua a mesma quando tinha 22. Acredito que posso alcançar muito mais e vou continuar a trabalhar para isso.

 

DA: Que aprendizagens trazes contigo do tempo que estiveste nos Estados Unidos?

 

BG: Uff são tantas coisas, mas a principal delas é uma frase usada por eles que gosto muito: “No pain, no gain”. É preciso sofrer para alcançar, no momento em que aceitas isso, tens tudo para triunfar. Não é fácil acordar às 8 da manhã para ir treinar depois de um treino duro de ontem a noite, mas no momento que aceitas que este é o único caminho para o sucesso, já é meio caminho andado.

 

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DA: Que aprendizagens do basquetebol aplicas na tua vida diária?

 

BG: Trabalho de equipa, é a que mais aplico aqui em casa com a família.

 

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DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas relacionados ao treino mental, como a motivação, a disciplina, o foco, o compromisso, o trabalho em equipa, e muito mais… Na tua opinião, qual a importância destes assuntos na prática desportiva, e na vida em geral?

 

BG: É sempre importante ter alguém que perceba o que nos passa na cabeça e o que nos vai na alma. Que saibam como devem motivar-te a alcançar os teus objetivos, tanto a nível desportivo como na vida em geral. Eu por exemplo, os meus primeiros anos em Espanha não foram nada fáceis a nível desportivo, tive bons treinadores, mas que infelizmente de psicologia desportiva não tinham nada. Então quando tinha maus momentos nos jogos ou nos treinos não sabiam como dar a volta a esta situação. Então teria que ser eu sozinho, ou com a ajuda da família, a conseguir ultrapassar esses maus momentos, o que acabava por levar mais tempo. É claro que hoje em dia com a minha experiência ao longo dos anos já levo melhor, mas na minha opinião as equipas deviam ter um treinador formado em temas de Coaching e Psicologia, ou então facilitar o acesso a um profissional da área. E isso claro reflete-se na vida em geral.

 

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DA: Se pudesses dar um conselho a todos os atletas que te admiram, o que seria?

 

BG: Acreditem que são capazes. Nada nesta vida é fácil, lutem por aquilo que acreditam e sejam sempre positivos por mais difícil que seja o obstáculo. Desistir nunca pode ser a opção. Eu acredito em vocês!

 

 

Em apenas uma frase diz-nos:

 

Momento mais alto da tua carreira: NBA Tryouts.

 

Pessoas mais importantes no teu percurso: Família

 

Lugar preferido no mundo: Cabo Verde

 

O que queres fazer quando terminares a tua carreira desportiva: Não é algo que pense muito agora.

 

Frase que te caracterize: Dedicação

 

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Para acompanhares o percurso do Betinho podes segui-lo no Facebook, Instagram e Twitter.  

 

 

 

 

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