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|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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SEM ARREPENDIMENTOS

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Na semana passada, ao acompanhar uma das equipas com que trabalho atualmente, fui a um jogo no pavilhão onde fiz o último treino da minha carreira... Nesse dia, nessa quinta-feira, eu não sabia que ia ser a última vez que ia fazer parte de uma equipa como atleta. 

 

Eu já tinha sido operada uma vez, já tinha estado sem jogar, já tinha ido para o estrangeiro e voltado, já tinha tido momentos em que tive que parar de treinar por causa das dores, já tinha passado dois Verões a fazer fisioterapia... Achava eu, que naquela semana, a primeira de uma nova época, ia ser diferente, que agora é que era... As coisas iam começar a correr bem! 

 

No fundo era isso que me mantia viva, a esperança de que tudo se ia endireitar. Tive momentos de muitra frustração, tristeza, de só conseguir pensar em ficar bem, de já nem conseguir pensar na equipa e nas pessoas à minha volta... Mas a esperança nunca desapareceu. Aliás, nem era uma esperança, era uma certeza! As coisas só podiam correr bem... 

 

Essa certeza dava-me motivação para dar o meu máximo. E ainda bem... 

 

Ainda bem que hoje, a recordação que tenho desse meu último treino é um pequeno flashback de estar a lutar por uma bola perdida e marcar em contra-ataque. Ainda bem que não há arrependimentos, que não ficou nada por dar, que não ficou nada comigo... Ficou tudo em campo. 

 

Acredito que é a única forma de ficarmos em paz depois de terminarmos algo... Dar tudo. A minha confiança não estava ao máximo, a minha capacidade de apoiar as pessoas à minha volta também não, a minha alegria não estava nem perto de estar no seu nível normal... Mas eu estava no limite do meu esforço, da minha entrega e da minha superação. 

 

Foi isso que fez com que na semana passada, ao tirar uns minutos para olhar para aquele campo que assistiu ao meu último momento basquetebolísico, admirei as linhas, as tabelas, as paredes, os bancos, e, acho eu, pela primeira vez, respirei fundo como sinal de aprovação pela minha carreira ter acabado mais cedo que o previsto. 

 

Depois de estar aqueles minutos a relembrar o meu último treino, senti, pela primeira vez, que não há arrependimentos, porque lutei até ao fim, dei tudo que havi em mim. Não ficou nada da Nádia Basquetebolista por fazer. Fiz tudo o que podia e sabia com o que tinha disponível em mim naquele momento. 

 

Porque te estou a contar isto? 

 

Porque quero que saibas que se hoje não estás a dar o teu melhor e tudo o que existe disponível em ti, quando um dia acabar, haverá um arrependimento enorme. Não sei se há muitos sentimentos que sejam piores que esse. 

 

Então, ainda que estejas cansado, dorido, tenhas passado por experências dificéis, e isso te deixe triste, e não estejas a conseguir ser totalmente tu, ainda assim, dá o teu melhor, dá o teu máximo. Faz tudo o que estiver ao teu alcance. A verdade é que sabemos quando é que as coisas podem começar a correr bem. 

 

Pergunta-te se estás mesmo a dar o teu melhor. Pergunta-te o que podes fazer melhor. E muda agora, já, hoje. 

 

Até para a semana 

 

 

 

 

 

 

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