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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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CONSCIÊNCIA TRANQUILA

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Há umas semanas, à mesa, falávamos de uma final nacional. A equipa que eu representava na altura era favoritíssima... A única dúvida era quem ficava em segundo lugar, porque o campeonato era nosso. 

 

Era, mas não foi. A conversa à mesa girava à volta do quanto tínhamos sido roubadas no jogo contra a equipa da casa, e ainda se falou que havia prémios burocráticos envolvidos, se acontecesse da equipa da casa ganhar. Enfim... Lembro-me daquela última bola, que deu os dois pontos da vitória a essa equipa no último segundo.

 

Há um ressalto qualquer e a bola sai para fora de campo, cerca de meio metro fora... Relaxei, porque a bola era nossa. A miuda adversária vai buscar a bola fora de campo e começa a ir para o cesto... Bom para ela, que nunca desistiu! Eu ao ver aquilo (em câmara lenta) virei-me para o árbitro: "Hey!"... Ela continua, e eu e as minhas colegas: "Hey, hey, hey!!"... Ela marca dois pontos... Eu, as minhas colegas, os meus treinadores e a bancada a nossa favor: "Heyyyyyyyy! Buuuuuuuuu!" 

 

Ganharam. E nisso fixei-me durante algum tempo. Eu e toda a gente. Até hoje, mais de 10 anos depois, toda a gente se lembra disto... Eu também me lembro, mas há uma coisa de que me lembro mais...

 

Quando falo desse jogo, dessa possibilidade que se esfumou de somar mais um título, aquilo de que me lembro foi de falhar um lançamento debaixo do cesto sozinha, já num momento decisivo do jogo. Não haveria última bola para disputar se eu tivesse feito aquilo que é o mais fácil no basquete: Marcar sozinha debaixo do cesto. 

 

Porque falhei? Porque já estava a deixar-me levar pelas coisas do jogo, pela pressão na possibilidade de perder um jogo que à partida estava ganho. Falhei porque a minha cabeça estava em todo lado, menos ali. Falhei por responsabilidade minha. Podia ter feito melhor, muito melhor. Nem é tanto a questão de marcar ou falhar. Era questão de que não estava no meu melhor no momento do lançamento, porque não estava focada no que estava a fazer. 

 

Sair de uma competição de cabeça erguida não depende dos números no marcador, depende se, ao terminar, tens a consciência tranquila por teres dado o teu melhor. Em competições e em tudo. 

 

Reparei que quanto menos se tem a consciência tranquila, mais desculpas se dá sobre um mau resultado, mais se fala sobre aquilo que não se pode controlar, e mais se culpa os outros... Porque no fundo, nós sabemos que a responsabilidade é nossa. No fundo sabes que a responsabilidade é e foi tua. No fundo eu sei que aquele jogo, aqueles dois pontos, foram responsabilidade minha.

 

Sei disso porque, quando se fala desse dia, a primeira imagem que me vem à cabeça é esse lançamento, não é o último segundo.   

 

Não há nada mais gratificante que saber que dei tudo o que podia. Quando sei que não o fiz tenho mais tendência a comparar-me com os outros. Quando deixo de interiorizar as coisas, começo a exteriorizar as coisas. 

 

Se começo a exteriorizar as coisas, não há nada a fazer, não há nada a melhorar... A vantagem de reconhecer a minha responsabilidade, é o aumento da motivação para melhorar da próxima vez. Quando a culpa é de algo exterior a mim, a tendência é a frustração, porque não há nada que eu possa fazer. 

 

"O verdadeiro sucesso é ter uma consciência tranquila, de que fiz tudo o que podia, sabia e estava ao meu alcance." - John Wooden 

 

Até para a semana 

 

 

 

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