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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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DEIXA-ME SER... EU!

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Esta é a foto anual da minha turma da terceira classe. Eu tinha 8 anos no dia desta foto, bem como quase todos os meus colegas.

 

Todos direitinhos e bonitinhos, todos em filas mais ou menos paralelas... e depois estou eu no canto superior direito, a exibir as minhas tranças.

 

Eu lembro-me deste dia e deste momento, e lembro-me de ninguém ter reparado na figura que eu estava a fazer. Achei que quando se visse nas fotos iam achar-me um máximo, a mais engraçada da turma.

 

A minha professora, de quem eu gostava muito, chamou-me ao lugar dela no dia que as fotos chegaram já reveladas.

 

Num tom suave, para ninguém ouvir, e com uma cara de desilusão, ela ia dizendo: "Oh Nádia, que foto é esta?", "Nádia, o que é isto?", "Nádia, estragaste as fotos da turma.", "Nádia, pareces uma parvinha, uma tola.", "Nádia, nunca mais faças isto!"

 

Tinha mais umas quantas fotos em que eu pegava nas tranças e punha para cima, e outra em que pegava nelas e fazia um nó debaixo do queixo...

 

Fiquei com muita vergonha. Fiquei triste.. Aquilo abalou-me tanto que na quarta classe fui a que fiquei mais direitinha na foto.

 

Ela tinha razão? Sim tinha. Tinha razão de acordo com o sistema educativo de hoje.

 

Eu hoje olho para uma criança de 8 anos e espero que ela agarre nas tranças para tirar uma foto, que faça uma careta, que levanta os braços, ou que faça alguma coisa!

 

É isso que é ser criança! Não me preocupar com o que os outros pensam, ou se vou ficar bem ou não... O que a criança quer é ser feliz.

 

Hoje vivemos num sistema de padrões. Num sistema de "sentem-se todos direitos na cadeira e não façam barulho!".

 

Trazemos isto connosco até hoje. Por isso há pouca gente que pensa fora da caixa, porque todos fomos postos dentro dela.

 

Há determinados momentos, em que precisamos levar as coisas menos a sério.

 

Até há bem pouco tempo tinha vergonha desta foto, e desta história.. porque fui vista como ridícula.

 

Há uns dias olhei para ela de novo, mas desta vez desatei-me a rir à gargalhada. Porque eu estava mesmo feliz! Foi mesmo divertido!

 

Estamos sempre a dosear o que sentimos, a medir o que sonhamos, a padronizar o que ambicionamos!

 

Ser feliz não tem medidas!

 

Pega "nas tuas tranças" e mostra-as ao mundo! São elas que te fazem único!