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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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DISTRAIU OU DESTRUIU?

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Já alguma vez sentiste que alguém te dificultou a vida de propósito? Que alguém poderia ser bem mais simples para ajudar-te a resolver uma situação, mas por alguma razão, decidiu implicar...

 

Chegaste até a pensar que mais valia não teres pedido nada, porque além de não te ajudar, ainda piorou a situação, e tentou desviar-te do teu caminho.

 

Sempre que coisas destas acontecem, procuro saber o que está por detrás daquela reação. E muitas vezes deparei-me com a seguinte resposta: "Esta pessoa não conseguiu, e agora não quer que eu consiga."

 

Gosto de acreditar que é um mecanismo de defesa. As pessoas que vivem com a frustração de não ter conseguido algo, e não souberam lidar com isso de forma saudável, quando vêm alguém prestes a conseguir, tentam impedi-las (com comentários negativos, com alertas desnecessários, e com empecilhos que não existem), ou pra quem já conseguiu, apenas criticam, encontrando todo e qualquer possível defeito naquele que alcançou.

 

A questão é, até que ponto deixarás que isso te afete?

 

Quando fui estudar para a Universidade da Madeira, ao início não foi muito fácil... Pela primeira vez estava a ter dois treinos por dia, e a estudar a ritmo universitário.

 

Um dia tive que adiar um teste por causa de um jogo que tivemos fora. Uma frequência de Estatística.. Como os atletas de alta competição têm direito a um estatuto, que lhes permite ter algumas facilidades escolares (mudar datas de testes, entrega de trabalhos, etc..), nesse caso tive de colocar-me ao abrigo desse estatuto. Pensava eu...

 

Mandei um e-mail à professora, a explicar a situação, relativamente ao estatuto, e ao facto de não poder fazer a frequência no dia marcado.

 

Ela não respondeu.. Como não a encontrei mais antes da data do jogo, só consegui falar com ela depois da frequência..

 

"Doutora bom dia, como está? Viu o meu e-mail? Sobre a frequência?"

 

Ela disse com ar de desprezo "Ah foi você? Aquele e-mail, nem sei o que lhe diga."

 

Eu: "Peço desculpa, não entendi...

 

" E ela desbobina: "Eu também já joguei andebol e isto não era assim! Chega aqui e quer alterar a data do teste? Estamos onde?"

 

E eu pensei: "Pois, realmente, estamos onde?"

 

Ela não alterou a data da frequência. Eu perdi a cadeira nesse ano... Mas recuperei-a no segundo ano, e terminei a licenciatura nos três anos previstos, com uma boa média.

 

Aquela situação abalou-me, mas não me fez cair. Escorreguei, mas não caí. Ficou uma disciplina, mas passei o ano, e depois recuperei.

 

Sempre vamos encontrar pessoas que vão ser autênticas pedras no nosso sapato, ou até vão acontecer coisas de uma forma que não esperávamos. Mas o importante é a nossa reação ao sucedido. Se desistimos, se desanimamos, ou se continuamos.

 

A questão é: Aquilo que te aconteceu distraiu-te, ou destruiu-te?

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