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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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ENTREVISTA: CARLOS ANDRADE

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Esta semana a entrevista é com o Carlos Andrade, mais conhecido como Carlão. É um dos atletas internacionais portugueses com mais títulos, e o seu estilo e alegria constante dentro e fora de campo, contagiam qualquer um.

 

DA: Carlos, podes contar-nos como foi o teu percurso com atleta?

CA: Fui visto a jogar basket por um professor de trabalhos manuais (Prof. Ramos) na minha escola e ele perguntou-me se jogava em algum clube, visto que nunca me tinha visto a jogar em clube nenhum. Ao dizer-lhe que não ele perguntou-me se estaria interessado em jogar como federado. Depois de falarmos com a minha avó e ela ter-me autorizado a jogar no Maria Pia (MPSC) a minha paixão pelo basket foi sempre aumentando.

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Resumidamente os clubes por onde passei foram: Maria Pia, Portugal Telecom, Queens University of Charlotte (USA), Scodish Rocks (Escócia), FCPorto, CAQueluz, Opel Skyliners (Alemanha), SLBenfica, GBC (Espanha), e novamente FCPorto e SLBenfica. Orgulho-me muito em dizer que ganhei títulos em todos estes clubes, exceto no Opel Skyliners.

 

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Numa carreira que já dura há mais de 20 anos existiram vários momentos altos e marcantes. Recordo-me das celebrações depois de conquistar vários títulos, taças, campeonatos, apuramentos para fases finais de Europeus etc.

 

DA: O teu nome vem associado a inúmeros títulos, taças e reconhecimentos pelo teu trabalho. Qual foi a mentalidade que te levou chegar tão longe?

CA: Desde o inicio da minha carreira fui sempre “obrigado” a lutar por tudo o que queria, e desde de cedo desenvolvi um lado guerreiro que me deu forças para encarar todas as dificuldades e contrariedades. Por ter começado a jogar com uma idade já mais avançada do que os meus colegas de equipa (14 anos), sempre senti que tinha que trabalhar mais do que eles, pois eles estavam mais avançados técnica e taticamente.

 

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A vontade de querer ser tão bom como os meus colegas levou-me a focar-me no que eu queria melhorar e evoluir. Não foi um trajeto nada fácil, pois tive que abdicar de algumas coisas e sacrificar outras, mas aos poucos os resultados foram aparecendo e as conquistas também.

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Fui acreditando que, se fosse paciente e humilde as coisas iriam acontecer, desde que não deixasse de trabalhar e mantivesse o foco. Houve alguns momentos em que as coisas pareciam que não iriam acontecer mas sempre tive confiança em mim mesmo e sabia que havia algumas pessoas que tinham (e ainda têm) muito orgulho em mim, e por isso não podia desiludi-las. Essa foi sempre a minha grande motivação.

 

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DA: O que significou para ti representar a Seleção Nacional durante tanto anos?

CA: Um dos momentos altos da minha carreira foi sem duvida a primeira vez que, com a camisola da Seleção Nacional vestida, ouvi o hino nacional tocar antes do meu primeiro jogo a representar Portugal. Tendo nascido em Cabo Verde e tendo a cultura do meu país bem enraizada no meu sangue, foi muito difícil para mim ter optado por jogar pela seleção portuguesa e não pela seleção do meu pais. Mas por razões profissionais tive que optar e tomar uma decisão.

 

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Ficará sempre na minha mente a questão como teria sido representar Cabo Verde. Mas não me arrependo de nada e sinto-me muito orgulhoso de ter representado o país que me acolheu a mim e a minha família, e nos deu uma oportunidade para escolhermos o que queríamos ser. Não que em Cabo Verde não o pudéssemos fazer, mas naquela época era sem duvida muito mais difícil, pois as oportunidades eram mais escassas.

Durante os 10 anos que representei Portugal orgulho-me muito em dizer que fiz parte da geração que subiu do grupo B para o grupo A no meu primeiro ano e assim nos mantivemos durante esse tempo todo. E ainda conseguimos dois apuramentos para fases finais de Europeus (2007 e 2011).

 

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DA: Que aprendizagens do basquetebol aplicas na tua vida?

CA: Palavras como “desisto”, “não consigo”, “impossível”, “fácil”, foram banidas do meu vocabulário. O basquetebol ajudou-me a ter outra perspetiva sobre estas palavras. Desistir nunca foi uma opção, Não conseguir algo à primeira tentativa não quer dizer que não o consigamos à segunda, ou à terceira, ou até mesmo à quarta.

 

 

Não existem impossíveis no desporto nem na vida. TUDO É POSSIVEL!

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As coisas podem não acontecer como e quando nós queremos, mas elas acontecem quando têm que acontecer. Nunca damos muito valor ao que é fácil. Se fosse fácil toda a gente fazia..

 

DA: A DreamAchieve promove a importância de temas de Coaching e Psicologia no Desporto. São abordados temas relacionados ao comportamento, motivação, mentalidade, superação, espírito de equipa, comunicação, e muitos mais… Na tua opinião, qual foi a importância destes temas na tua prática desportiva, e hoje na tua vida?

CA: Todos estes temas foram e ainda são vividos durante a minha carreira. Acho que eu não seria a pessoa que sou hoje se não tivesse passado por todas as emoções e superado todos os testes que me foram propostos como desafios.

 

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DA: Se pudesses dar um conselho a todos os teus fãs, o que seria?

CA: Sonhar não paga impostos (ainda), por isso, sonhem muito.

 

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Em apenas uma frase diz-nos:

 

Momento mais alto da tua carreira: Europeu 2011/ estreia na ACB

Pessoas mais importantes no teu percurso: Minha irmã Mery

Lugar preferido no mundo: Ericeira

O que queres fazer quando terminares a tua carreira desportiva: Viajar

Características mais importantes de um atleta? Humildade, inteligência, capacidade de superação

Frase que te caracterize: “O Homem só envelhece quando os lamentos substituem os sonhos.” “O que não nos mata, torna-nos mais fortes.” 

 

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