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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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ERREI? AINDA BEM!...

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Existe uma tremenda dificuldade geral em lidar com os erros. Mais ainda quando alguém nos chama à atenção daquilo que fizemos, ou poderíamos fazer melhor.

 

Damos imensos significados às correções que nos são feitas, e pior, deixamos esses significados definirem quem somos. Nós somos muito mais do que os nossos erros. Somos muito além do que fazemos num determinado momento e situação.

 

Quando eu era iniciada, mais ou menos um mês depois de começar a treinar pela primeira vez, a minha treinadora fez uma espécie de avaliação das jogadoras. Na altura já marcava muitos pontos e jogava muito tempo... Tanto que com 3 meses de treinos fui jogar para o escalão acima.

 

Estava ansiosa, porque tinha a certeza que a avaliação ia ser excelente. Lembro-me como se tivesse sido hoje de manhã... Ela avaliou uma a uma, e quando chegou a minha vez disse o meu nome, olhou para mim, e eu abri um sorriso à espera do elogio público.

 

Ela disse: "Nádia, muito fraca na defesa. Muito mole. Tens que ser mais agressiva, mais mexida, assim temos sempre um ponto fraco dentro de campo. De resto estás bem."

 

O meu sorriso fez as malas e foi para o México. Fiquei mesmo triste. E ainda diz "de resto estás bem", como se o que faço bem não importa. Secalhar não servia para o basquete. Secalhar não era tão boa como pensava. Secalhar a treinadora não gostava de mim. Secalhar eu estava a alucinar em sonhar chegar um dia à seleção.

 

Secalhar... Estava a dar significados estúpidos a uma correção que podia mudar-me como atleta e pessoa. Secalhar, aquilo era mesmo o que eu tinha que mudar, já que só queria a bola na mão, e o resto era resto.

 

Secalhar tu, hoje, ouviste algo que não gostavas, que não contavas, que não te fez sentir bem. Mas o caminho para a grandeza é assim. Cheio de coisas a melhorar, para moldar, para limar... Dói, mas se resistirmos dói mais. Porque além da correção que já não é agradável, ao lutarmos contra isso não mudamos nem melhoramos.

 

Confia no processo de mudança, se te deixares ir, a dor passa num instante. Lembra-te que ela é necessária para que cresças. Se não doer não há razão para mudar. Se doer começas a mexer-te.

 

Erraste? Ainda bem! Quando entenderes isso, vais viciar-te em procurar esta dor, vais viciar-te em querer melhorar e desenvolver, sem lutar contra esses momentos que são tão necessário.

 

Se assim não for, fica onde estás, secalhar o teu lugar é aí. Parado, quieto, na zona de conforto.

 

É isso que queres?