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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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FORA DE CAMPO, DENTRO DE CAMPO...

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Há uns meses uma atleta perguntou-me qual era a relação que tinha a forma como ela resolvia os problemas com as pessoas fora de campo, com a performance que ela tinha dentro de campo.

 

Ela alegava que dentro de campo as coisas eram diferentes, que mesmo que estivesse chateada com alguém fora de campo, que dentro conseguia separar as coisas, porque todas queriam ganhar, e acabavam por estar todas para o mesmo.

 

Num mundo perfeito é isso que se pretende. Até acredito que a nível profissional se consiga deixar determinadas coisas fora das quatro linhas. A questão aqui é que o problema não é apenas o que poderia ficar prejudicado por uma situação não resolvida, e por profissionalismo não fica. A questão aqui é o que poderia ser construído se fosse.

 

Dizem as estatísticas que 40% das baixas de trabalho estão relacionadas a depressão ou problemas de ordem emocional. Estes por sua vez estão relacionados a duas coisas: Sentir-me útil e competente, e a relação que tenho com as pessoas com quem trabalho.

 

Acrescentando que obviamente me sinto mais competente quando, além do trabalho em si dá frutos, tenho também um feedback positivo das pessoas com quem estou.

 

Funciona também ao contrário... Posso ter mais feedbacks positivos por ser competente... Mas todos sabemos como é difícil elogiar o trabalho de alguém que não gostamos, ou com quem temos algum problema por resolver.

 

Em que é que tudo isto se relaciona com desporto?

 

Relaciona-se no ponto em que treinamos para alcançar o máximo do nosso potencial, para sermos o melhor que podemos, para não chegarmos ao fim e percebermos que podíamos ter feito isto ou aquilo a mais, ou que podíamos ter sido isto ou aquilo diferente, ou podíamos ter chegado mais longe. O que queremos é, dentro do que poderia ter feito, fazer tudo.

 

Será isto possível sem me relacionar bem com as pessoas à minha volta? Será isto possível sem um bom ambiente dentro de campo? Será que dou tudo por um grupo com quem não me sinto bem?

 

Dizem que é diferente, dentro e fora... não é! Quando o grupo é forte fora, nota-se dentro. Há algum mal em eu não estar a 100% com outra colega de equipa? Talvez não... Talvez seja normal hoje em dia...

 

Mas se falamos em alcançar o máximo potencial, é, a meu ver, essencial, a capacidade de resolução de problemas. Não apenas táticos, mas também pessoais.

 

Se partirmos do princípio em que eu perco a motivação para fazer aquilo que não me dá realização pessoal, e a realização pessoal está diretamente ligado à relação que tenho com as pessoas com quem trabalho, treino e jogo, e a motivação mexe diretamente com a minha performance... Temos a resposta à pergunta da atleta de quem eu falava no início.

 

E talvez também a alguma pergunta que tu possas ter...