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DreamAchieve

Psicologia, Coaching PNL e Desporto

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NÃO JOGUEI, FIQUEI NO BANCO

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Tínhamos acabado de ganhar por 48 pontos de diferença, e eu só tinha jogado um minuto por opção do treinador. Todas as outras tinham 10 minutos ou mais...

 

O grupo vinha animado no autocarro, a falar, a rir e a tirar fotos. Não me lembro quem estava com a câmera na mão, só sei que chegou ao pé de mim e disse: "Nádia! Foto! Sorri!" E saiu este sorriso triste que se vê na foto...

 

Eu tinha 21 anos neste dia, era suposto ter maturidade para entender que estas coisas acontecem, que as opções do treinador mudam, que há dias que não dá para jogar todos, que o que importa é que a equipa ganhou e que o grupo está feliz.

 

Pois... Não é assim tão fácil... O motivo pelo qual comecei a jogar basquete foi para... Jogar basquete!! Não para que quando chegassem certas oportunidades, eu ficasse no banco.

 

Obviamente ficar amuada não era a melhor atitude. Naquele dia, naquele momento em que me tiraram a foto, percebi que estava a ser egoísta e egocêntrica. Não fiquei super feliz da vida, mas comecei a conversar, e depois fui com a equipa passear.

 

Mas há aqui um detalhe que por vezes ninguém pensa... Se um jogador não joga, e automaticamente fica feliz e contente, é estranho. Se um jogador não se importa se jogou 1 minuto ou os 40 minutos, é estranho. Se ele não se importa se é uma opção do treinador ou não, é estranho. Normal é haver algo que o incomode!

 

Quando isto acontece é necessário haver um equilíbrio é para lidar com a situação! Não é ficar triste e em baixo, como eu fiquei, mas também não é fingir que está tudo bem. É arranjar uma estratégia para não afetar o ambiente da equipa, mas ao mesmo tempo de sermos capazes de não culpar o treinador, e sim olharmos para o que podemos fazer melhor.

 

No fundo é saber usar o que sentimos para melhorar, para continuar a treinar, em vez de parar... Senão, em vez de melhorares, pioras! E dás ainda maia razões para não seres escolhido.

 

Chega mais longe quem pára menos vezes pelo caminho. Quando ficas triste e hesitas, abrandas, duvidas de ti mesmo, estás a desacelerar o passo...

 

Se sentes que estás a ficar para trás, e decides ir ainda mais devagar, aí é que te perdes mesmo.

 

Quando este tipo de coisas te acontecerem, não pares, acelera a fundo. Treina mais, estuda mais, trabalha melhor!

 

Não deixes dúvidas! Faz com que te escolham!

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