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|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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O DIA QUE NÃO RECLAMEI COM O ÁRBITRO...

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Estávamos em preparação para o europeu de sub-20, já numa fase de fazer alguns jogos-treino internacionais. Os árbitros conheciam-me por reclamar e ser muito reativa às decisões deles que eu não concordava... Era a minha forma de libertar alguma tensão também. Neste jogo foi diferente. Eu era capitã de equipa, mas não foi por isso... Havia outro motivo. 

 

Acaba o jogo, e um árbitro, bastante conhecido no basquete até hoje, aproximou-se disse: "Ouve lá!" - com um sorriso enorme - "Porque é que não és sempre assim?" 

 

Respondi: "Assim como?" - Nem me tinha apercebido, mas não me tinha dirigido aos árbitros uma única vez! 

 

Árbitro: "Assim como hoje... Calminha, tanquila.. Não reclamaste uma única vez! Foi espetacular!" - Ele não estava a ser irónico comigo. Estava super surpreendido por perceber que eu era capaz de me controlar.

 

Respondi: "O jogo não conta para nada. É só um treino. Não tenho porque me enervar. Estou a treinar. Quando reclamo em jogos do campeonato nacional, todos os jogos contam, por isso todas as bolas contam." 

 

Ele disse para eu continuar assim, que é mais fácil que o jogo me corra bem, quando estou mais focada no que tenho que fazer. Verdade, estava bem disposta. Nem sei se ganhámos ou perdemos, mas estávamos todos bem dispostos! 

 

Além da questão básica do meu foco no jogo, e não nos árbitros, ter melhorado a minha postura, e consequentemente também a performance, há uma coisa importante neste meu discurso. Ao lembrar-me disto há uns dias atrás, da surpresa do árbitro pela minha mudança de comportamento, entendi porque agia assim. Foco no resultado. Quando não havia ganhar ou perder, eu mudava. 

 

Foco no resultado tem muitas questões negativas associadas. Eu perdia muito por estar focada em algo que não estava inteiramente nas minhas mãos.

 

Perdia energia, perdia controlo, perdia serenidade e tranquilidade (que precisva para tomar decisões), perdia postura de jogo e afetava a imagem da minha ética como atleta. 

 

Quando, por um motivo externo a mim, o resultado não contava, parecia outra Nádia. Na altura nem me apercebi disso. Não me apercebi que sempre que não havia problemas com o resultado, ou não havia uma estatística que ficasse registada a não ser por questões de treino, o meu rendimento subia, a minha concentração estava no que tinha que fazer, no que tinha que melhorar, e abria até espaço para estar atenta à minha equipa e à prestação das minhas colegas. 

 

Antes de dizeres que isto não é nada fácil, digo já que não é disso que estou a falar. Aliás, quase nunca é disso que estou a falar, porque se falamos de performance e excelência já temos que partir do princípio que não vai ser um piquenique. Estou a falar de que é possível entendermos que mais importante (em termos do que me devo focar) é o processo e não o resultado. É o que estou a fazer e não o que vai acontecer. É o quão satisfeito estou com a minha prestação e não se ganhei ou perdi. 

 

Se tens tendência a mudar quando não há um resultado em risco, ou se tens tendência a mudar quando treinas relativamente a quando jogas, precisas de ajustar prioridades. Quando o fizeres, tudo irá sair de forma mais fluida, mais consistente, e o resultado positivo será uma consequência. 

 

Obrigada pela lição senhor árbitro!

 

Até para a semana! 

 

 

 

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