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Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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O NOSSO MAIOR MEDO

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"O nosso maior medo não é que sejamos inadequados, o nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É a nossa luz, e não a nossa escuridão que mais nos assusta..."

 

Demorei para entender o porquê disto. Porque é que as pessoas têm mais medo de ser felizes do que de ser infelizes?

 

Quando alguém aparece, é porque por algum motivo se destacou. Se se destacou, foi porque obrigatoriamente alguém não se destacou.

 

Há uma frase que diz "Se todos somos especiais, então ninguém é."

 

Ser especial pressupõe que algo de diferente te faz brilhar na multidão. E sim, há um preço.

 

Sentimos esse preço nas mais pequenas coisas.

 

Sentia isso quando estava dentro de campo, e uma ou duas colegas minhas estavam no banco amuadas por não estar a jogar.

 

Senti também quando subia de escalão, quando ia a uma seleção acima da minha idade, ou quando mudei para clubes melhores.

 

Para eu subir alguém ficava para trás, para eu ser convocada alguém tinha que não ser.

 

Havia sempre alguém que, como mecanismo de defesa, tinha algo de negativo a dizer, mesmo no meio de algo bom que me estava a acontecer.

 

Houve um jogo, pouco tempo depois de eu ter ido para o CAB, fui jogar a Lisboa. No fim do jogo a minha mãe, muito chateada, contou-me que uma ex-colega minha de equipa tinha estado o jogo todo a arranjar defeitos para a minha forma de jogar. Mesmo eu tendo idade de junior, estar a jogar na Liga, e ter marcado 18 pontos, ela criticou até não poder mais.

 

Eu estava a ter o dito sucesso, mas alguém sofria com isso. E muitas vezes a forma das pessoas lidarem com esse sofrimento era criticando-me, e encontrando erros em qualquer vacilo meu.

 

A psicologia fala sobre isso, sobre como num grupo, quando um se motiva mais, a consequência por vezes é que outro se desmotive.

 

E quando alguém se desmotiva (por causa da deficiência que vai crescendo na capacidade de comunicação das pessoas) elas arranjam outra forma de expressar o que sentem. Neste caso é tentar diminuir alguém para se sentirem mais crescidas.

 

Quando juntamos tudo isto à necessidade gigante que ultimamente o ser humano tem de ser aceite por quem o rodeia, encontramos a explicação para o grande gosto em ficar na zona de conforto.

 

"Se ficar quieto, não chamo à atenção de ninguém, e assim todos gostam de mim!"

 

Este processo muitas vezes é inconsciente, mas é real! E precisa ser combatido para que alcancemos os nossos objetivos. Além de que tudo isto se torna num grande ciclo vicioso. Quanto menos pessoas quebram a zona de conforto, menos pessoas terão coragem de o fazer. Pensam "Quem sou eu para o fazer, se ninguém o faz?"

 

Ya mas, se toda a gente o fizer, não haverá nada de extraordinário em que mais um o faça também.

 

A realização total só vem quando estamos a perseguir o que amamos.

 

Sabes o que acontece quando tens coragem para quebrar esse ciclo? Inicias um novo ciclo! Contagias pela positiva quem te rodeia. Tornas-te uma referência, um exemplo!

 

"À medida que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazer o mesmo, enquanto nos libertamos dos nossos próprios medos. A nossa presença automaticamente liberta os outros."

 

É por isso que hoje sei que é absolutamente necessário que eu faça tudo para brilhar. E tu também.

 

(Trechos do texto traduzido de Marianne Williamson)