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|| DreamAchieve || Performance Coaching

Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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PASSE PICADO POR TRÁS DAS COSTAS...

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Num treino de europeu, estávamos a treinar contra-ataque, dois contra um. Quando ia atacar e começava eu com a bola, fazia quase sempre a mesma coisa. Tinha decidido que naquele dia ia aprender a fazer passes por trás das costas.

 

O meu treinador, o Rui Gomes, nem se importava, mas estava a tentar corrigir o facto de eu fazer o passe picado, e não direto, o que demorava mais tempo, e em contra-ataque fazia com que perdêssemos a vantagem numérica.

 

O exercício começava no meio-campo, eu ia com a bola, e quando sentia que o defesa não ia largar-me, passava picado por trás das costas. A bola até chegava à minha colega, mas chegava tarde e ela tinha que lançar com o defesa em cima dela. Eu achava que ou era culpa dela, ou que era questão de treino para eu aprender a fazer o passe melhor.

 

Continuei a insistir o treino todo, até que o meu treinador parou de me corrigir. Há erros que parece que temos que ser nós a cometer... Talvez por teimosia...

 

Dia de jogo, e eu queria experimentar o meu "novo passe". Já estão a ver o que aconteceu né? Até tentei, mas a bola ficou nos pés de alguém.

 

O mais engraçado foi que, em determinado momento do jogo, a equipa adversária faz um contra-ataque, duas contra mim.

 

Dou-me conta de que se eu não as conseguir travar, são dois pontos. Estou indecisa entre as duas... Tomo uma decisão, e caio em cima da jogadora com bola! Que faz um passe por trás das costas, direto, sem picar a bola, como eu devia ter treinado para fazer... Acho que pestanejei e quando abri o olhos, a bola já estava dentro do cesto.

 

Acredito sinceramente que há erros que temos que cometer, coisas que temos necessariamente que passar, para que a experiência vivida nos ensine alguma coisa. Esta por exemplo, ensinou-me muito...

 

Mas também acredito que não temos tempo de cometer os erros todos do mundo. Por vezes o melhor mesmo é ouvir quem sabe, é absorver a experiência de quem já o viveu, é sermos humildes para estarmos perto de quem nos quer ensinar.

 

Temos momentos na nossa vida de grandes convicções, de certezas absolutas, de situações de certo e errado bastante claras... Mas quantas vezes já tiveste a certeza de algo, e depois não era bem assim?

 

Tive uma professora de Psicologia do Desenvolvimento que dizia que nós, seres humanos, somos autônomos, mas não somos independentes. Todos dependemos uns dos outros, ninguém está no mundo sozinho. Se formos inteligentes vamos usar isso a nosso favor, aprendendo ao máximo daquilo que nos rodeia.

 

Se assim o fizermos, poderemos antecipar uma série de situações. Isso fará com que cheguemos aos nossos objetivos mais rápido.

 

Aprendemos errando, mas também aprendemos ouvindo. A humildade acelera muito o caminho.