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VPN: CONDIÇÃO OU DECISÃO?

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Todos os sábados será publicado um artigo de Desenvolvimento Pessoal na Página Vivências Press News         

 

Sabes aquele ditado que diz que, quando contamos uma mentira muitas vezes começamos a acreditar que ela é verdade? Pois esse ditado é correto, e tem um fundamento científico. A Programação Neurolinguística prova que nós tornamo-nos aquilo que constantemente dizemos, ainda que aquilo que dizemos não seja a realidade.

Na verdade é cada pessoa que faz a sua própria realidade. Duas pessoas diferentes podem ter perceções diferentes sobre o mesmo acontecimento, e assim, ter duas reações distintas, o que também produzirá dois resultados diferenciados.

 

Quando eu trabalhava em Madrid com adolescentes delinquentes, uma coisa que eu sempre acreditei foi que, quando uma criança/jovem passa por problemas familiares, como um divórcio, abandono, morte, etc, isso potencia de grande forma as probabilidades de se envolver com o crime. Na verdade, os 18 meses que trabalhei nessa área, não encontrei um único caso de menores em âmbito judicial que não tivesse algum tipo de disfunção familiar. MAS (e aqui entra a grande questão) nem todos os adolescentes espanhóis (ou de qualquer outra nacionalidade) que tivessem disfunções familiares, estavam naquela situação. Então onde estava a diferença?

 

Ainda que os problemas familiares possam ser uma condição difícil de experienciar, não é essa CONDIÇÃO que decide o destino de uma pessoa, e sim a DECISÃO que ela toma quando algum acontecimento menos bom sucede.

 

Isso era simplesmente o que os miúdos decidiam acreditar, que porque o seu pai era assim ele também ia ser, ou que porque foi abandonado pela família era um jovem problemático, ou que porque a minha mãe não tinha tempo para ele, então não tinha valor nem futuro.

Quanto mais eles diziam isto, mais difícil se tornava fazer com que eles se tornassem em casos de superação. Porque aquilo que dizemos também pensamos, e o que pensamos também sentimos, o que sentimos também fazemos, e o que fazemos gera um resultado. Ou seja, resumindo e concluindo, as nossas palavras geram resultados.

 

Trazendo isto para questões menos dramáticas, que aconteçam no dia-a-dia, normal e corrente, acontece exatamente a mesma coisa.

Se dizes que és fraco vais pensar que é fraco, sentir-te fraco, agir como fraco, e ter resultados de quem é fraco.

Se dizes que és menos inteligente que a maioria, assim irás pensar, sentir, fazer e gerar resultados de quem é menos inteligente.

Se dizes que não consegues perder peso, assim irás pensar, sentir, fazer (ou deixar de fazer) e gerar (ou não gerar) resultados.

Se dizes o que quer que seja, isso será a tua vida! E quando esse resultado surge, como é que alguém te poderá convencer do contrário? Só tu podes quebrar esse ciclo.

 

Se te identificas com isto, estás dentro de um destes grupos:

 

- Grupo um: Por alguma razão, realmente acreditas nas mentiras que te tens contado a ti mesmo, e tens vivido uma vida que é apenas satisfatória para sobreviver no mundo.

 

Aqui sugiro que prestes atenção às tuas palavras, e que comeces a questionar se são realmente verdade. Por exemplo, se costumas dizer muitas vezes que não vais conseguir terminar o teu curso (dizes), provavelmente pensas que és menos capaz (pensas), começas a sentir-te inferior (sentes), então nem te dás ao trabalho de fazer um plano da matéria e começar a estudar (fazes/não fazes), e acabas por não passar nos testes (resultado).

Mas quando começas a questionar aquelas palavras, como por exemplo “E se eu conseguisse terminar o meu curso, o que faria agora?”, imediatamente tens uma reação diferente. Quando fazemos uma pergunta, o nosso inconsciente não consegue não responder, então assim que questionas algo, ele traz-te soluções. É automático, a tua imaginação começa a levar-te para novos lugares, de como seria se conseguisses, começas a sentir-te mais motivado só de pensar que algo que estás a lutar à tanto tempo pode acontecer, tomar atitudes é mais fácil, porque já começas a ver que algo de diferente pode acontecer, e, cedo ou tarde, pimba! Acontece!

De hoje para amanhã? Talvez, se for, por exemplo, fazer as pazes com alguém, pode ser hoje mesmo. Talvez não seja tão rápido se for acabar um curso, ou perder peso. Mas lembra-te do que disse na semana passada, o foco deve estar no processo e não apenas no resultado!

 

Grupo dois:

Sabes perfeitamente que aquilo que dizes não é a verdade, e usas essas histórias para te proteger de fazer o que sabes que tens que fazer.

 

Aqui não te sugiro nada. Porque… Já sabes o que tens que fazer, então faz.

 

“Mas Nádia, achas que é assim tão fácil? Tu não sabes a minha vida, é mesmo difícil! Vou-te só contar o que me aconteceu no outro dia!...”

 

Vais-me contar uma história que até pode ser uma condição em que te encontras, mas o que me estás a dizer na verdade é que a decisão que tomaste foi deixar que isso dirigisse a tua vida.

Podes ter a certeza que aquilo que te aconteceu, está acontecer ou as condições em que te encontras, também é o que aconteceu, está acontecer ou é a situação em que outra pessoa num outro lado qualquer do mundo também se encontra. Mas essa pessoa tomou outra decisão qualquer, e está a ter uma vida diferente, porque agiu de forma diferente.

 

Não são as condições e sim as decisões que mandam na nossa vida. E lembra-te, que não tomar qualquer decisão, também é uma decisão.

 

Um bom sábado, e boas decisões!

 

Até para a semana

 

Autora: Nádia Tavares - DreamAchieve 

Fonte: Vivências Press News

25 de Março de 2017