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Psicologia do Desporto e Performance || Coaching Desportivo e Executivo || Formação

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X Congresso da Associação Iberoamericana de Psicologia Jurídica - Universidade Lusófona

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Hoje, no X Congresso da Associação Iberoamericana de Psicologia Jurídica, na Universidade Lusófona, tive a oportunidade de partilhar um pensamento que tinha guardado há algum tempo. A falsa oportunidade da reinserção social.

 

Quem já mentiu? Todos! Quem se auto-intitula de mentiroso? Ninguém!

 

E quem roubou uma vez? É intitulado de ladrão imediatamente.

 

Os rótulos são cargas pesadas. O tal erro de confundir comportamento com identidade. Comportamento elimina-se, identidade não.

 

No tempo que trabalhei com adolescentes inseridos em regime judicial em Espanha, vi miúdos rotulados de "não conseguem ser grande coisa, mas vamos lá tentar praticar reinserção social."

 

Conheci rapazes e raparigas extraordinários, com quem mantinha conversas super interessantes durante literalmente horas, cheios de espírito crítico, com uma visão diferente do mundo.

 

Ficava impotente ao ver que, ao cometerem um erro (delito), era como toda a vida tivesse sofrido um desvio, e não houvesse possibilidade de desenvolver nenhum talento além de um curso profissional rápido, de fácil inserção no mercado de trabalho, ou um emprego qualquer, que desse para pelo menos ocupar o seu tempo.

 

Chama-se a isto reeducação e reinserção social? Chama-se a isto novas oportunidades? De quê? De falhar?

 

Quem é condicionado a estudar ou trabalhar em algo que não gosta, acaba por se desmotivar. A motivação nasce na escolha. A escolha está ligado ao nosso real talento, e não ao dinheiro que vou ganhar. Nada compra a realização pessoal.

 

Quem sabe não seja este um dos motivos do comportamento desviado, reaparecer tantas vezes, mais tarde, em algum momento da vida destes jovens. Acabando por se frustrar, pensam que realmente não vale a pena continuar a sacrificar. Então voltam aos antigos comportamentos de risco.

 

A escolha é a chave para o sucesso, pois daí nasce a força da real motivação.

 

Se és pai, mãe, professor, educador, psicólogo, mentor, coach.. Acredita, se queres mudar a vida de alguém, ensina-a a ser autónoma nas suas decisões, e a acreditar no seu talento.

 

É o jovem que tem que acreditar no sonho dele, não tu.